Na tarde desta quinta-feira (29) ocorreu, no Plenário da Câmara de Vereadores, uma reunião para debater a construção da barragem de Botuverá. A reunião teve representantes de cinco cidades afetadas pelos desastres climáticos e, segundo o presidente da Câmara de Brusque, o vereador Jean Pirola, a reunião deu início às novas discussões. A segunda reunião acontece no próximo dia 11 de novembro, às 19h, na Câmara de Vereadores de Itajaí.
“Como é um trabalho que nós queremos fazer de forma regionalizada, quanto mais envolvimento das cidades nós tivermos, com certeza, mais forças nós vamos ter para poder cobrar dos órgãos competentes que solucionem a situação da barragem”, destacou Pirola.
Ainda de acordo com ele, se a barragem já estivesse pronta, Brusque não teria sofrido com a enchente da última semana. “Sairia ali da calha, embaixo da Ponte Estaiada, mas em mais nenhum ponto da cidade”, pontuou.
Além disso, Pirola também comentou sobre a necessidade de melhorar a intercomunicação das Defesas Civis da região. “Se nós tivermos uma Defesa Civil coligada com informações vindas de Vidal Ramos até Itajaí, com dados precisos, tenho certeza que vamos salvar muitas vidas e muitos patrimônios”, afirma.
Conforme o prefeito de Botuverá, Nene Colombi, o projeto e edital da construção estão prontos, no entanto, o que ainda embarga a situação é a falta da licença ambiental. “Desde que ela foi iniciada e que o governador arrumou recurso, ela seguiu todos os trâmites: elaboração de projetos, discussão de local, entre outros”, o que ainda falta é a licença ambiental para a contenção de cheias, visto que as licenças para captação de água e gerar energia serão feitas posteriormente.
Ainda não se sabe quem deve expedir a licença, se é a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) de Santa Catarina ou se é de competência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já que parte do local de construção faz parte do Parque Nacional Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).



