Depois de muita discussão, a Câmara de Vereadores de Brusque aprovou na noite desta terça-feira (15) os projetos de leis que autorizam a Prefeitura a contratar dois empréstimos no total de R$ 40 milhões. Os valores serão destinados para execução de obras e infraestrutura, como a construção de uma ponte próximo ao Pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof e no prolongamento momento da beira rio na direção do Bairro Rio Branco.
Apesar da aprovação, debate foi acalorado. Primeiro, o vereador Cacá Tavares (Podemos) pediu que o governo, em um próximo projeto, envie técnicos para que os legisladores possam tirar de todas as dúvidas.
Cacá afirmou que votaria a favor, mas pediu que o líder do governo encaminhasse o pedido ao governo, considerando envergadura da proposta.
Já a vereadora Marlina de Oliveira (PT) foi mais dura nas colocações. Ela disse que soube de uma reunião entre 14 vereadores e membros do governo para discutir o projeto. No entanto, ela foi a única a não ser convidada.
"O que o prefeito Ari tem a esconder?", questionou ela na tribuna.
Marlina colocou que não teria sido convidada não apenas por ser oposição, mas por ser mulher como o que acabou gerando reação do vereador Jean Pirola (Progressista).
"Daqui a pouco vai ter uma CPI. Vai começar a fazer como no Congresso, dizendo que aqui tem um gabinete do ódio? ele tá ligando que estão precisando perfeito fazer projetos? Infelizmente, fica fora quem tá fora do governo, em uma minoria, usando bandeiras para tentar minimizar quem está no poder e faz um grande projeto", disse ele criticando ações semelhantes no governo do ex-prefeito Paulo Eccel.
O vereador Nick Imhof (MDB), líder do governo na Câmara, também rebateu as colocações feitas por Marlina. "Foram convidados alguns vereadores que sempre mostraram disposição conversar com o Executivo. Em respeito a esse interesse dos vereadores, o prefeito fez de forma informal uma conversa e mostrar que esse projeto entraria na câmara de Brusque", frisou.
Ele foi mais longe e disse que essa é a forma do PT agir, politizando as questões e criando problemas onde não há.
Depois de vários discursos, os projetos foram à votação e acabaram aprovados sem nenhum nenhum contrário. Um será de R$ 25 milhões e o outro de R$ 15 milhões, contratados junto à Caixa Econômica Federal.



