Dejair Machado foi ameaçado por manifestantes
Tumulto causado por um grupo de manifestantes culminou com bate-boca e o cancelamento da sessão de ontem (9), na Câmara de Vereadores de Brusque. A razão foi o discurso do vereador Dejair Machado (DEM), que acusou a prefeitura de cometer crime ambiental pelo suposto corte de algumas árvores situadas no Parque das Esculturas. Na defesa do governo, o pepista Edson Rubem Muller foi aplaudido e toda a confusão se iniciou.
De posse de um retroprojetor, Machado apresentou fotos de um amontoado de madeiras que, segundo ele, seriam árvores derrubadas na tarde de ontem no local. "Vou lhe mostrar o presente que o município de Brusque está fazendo com o meio-ambiente. Isso é o que resta do Parque das Esculturas. Todas estas árvores, que não são velhas, nem antigas, podres, são novas, todas foram derrubadas," falou o democrata, afirmando que fará uma denúncia contra o Executivo por crime ambiental.
Ao utilizar a palavra, Edson Rubem Muller fez a defesa do governo, já que o líder, Valmir Coelho Ludvig (PT), estava em viagem a Brasília. "Vossa senhoria bem sabe que essa praça das Esculturas foi criada no governo passado. Naquela localidade, não tenho lembranças na minha vida do volume de água existente em função do desmatamento lá feito. Vossa excelência bem sabe que quando do desmatamento do morro lá em cima, houve o excesso de água que hoje é um problema gravíssimo daquela comunidade. Quero lembrar ao nobre vereador que se for fazer esse processo, que vamos incluir junto aquelas árvores também da época da Fideb e outras que foram cortadas", disparou Muller.
Em aparte, Machado disse que as pessoas que estavam se manifestando eram correligionários do Partido dos Trabalhadores. "Pode ver que é o pessoal do PT. Quem está fazendo essa algazarra é o pessoal do PT. Se cada vez que nós viermos aqui e o PT trouxer gente aqui para vaiar, vamos fazer a mesma coisa", frisou. Nesse momento, o presidente da Câmara, Vilmar Bunn (PDT), suspendeu a sessão.
Após alguns instantes de afastamento, os vereadores retornaram ao plenário e Dejair Machado sugeriu o cancelamento da reunião por falta de segurança. Os manifestantes vaiaram e começaram a gritar. Vilmar Bunn, então, comunicou que o encontro estava cancelado. A partir daí o que houve foi muito bate-boca entre Dejair Machado e o grupo de manifestantes, que resolveu intensificar a gritaria no recinto.
Procurado pela Reportagem Cidade, o presidente disse que cancelou o encontro por não haver condições de segurança. "Questão de chamar policiamento fica pesado. Por isso optamos em apenas cancelar", comentou Vilmar. Dejair Machado afirmou que se sentiu ameaçado, inclusive fisicamente. "Eu fui agredido verbalmente e, se não me cuido, teria sido agredido fisicamente", comentou.
A Reportagem Cidade também tentou ouvir o grupo de manifestantes, mas ao ser questionado, um dos integrantes foi ríspido na resposta. "Ninguém aqui vai dar entrevista".


