Tema de entrave entre a Prefeitura de Brusque e estudantes, o serviço transporte universitário e a polêmica em torno dele chegou à Câmara de Vereadores. O assunto pautou debate na sessão desta terça-feira (21), puxado por acusações de Marcos Deichman (Patriotas) de que o governo estaria prejudicando os estudantes ao adotar medidas como retirada de ônibus em alguns horários.
Deichmann apresentou imagens, recebidas também pela Rádio Cidade, em que estudantes aparecem em pé ao se deslocar para as cidades de Itajaí e Balneário Camboriú. Ele afirmou que além do que tem visto na sredes sociais, em termos de reclamação, pediu a um conhecido seu, também acadêmico e usuário do serviço, que registrasse tal situação para comprovar que não era invenção.
“Coloquei pouca coisa aqui. Até foi dito (pela Prefeitura) que as fotos podem ser duvidosas, mas acredito que os alunos não iriam fazer algo assim, mentir para causar uma situação, pois eles mesmos estão desconfortáveis”, pontuou ele.
O líder do governo, Deivis da Silva (PMDB), rebateu as colocações de que a Prefeitura estaria buscando descaracterizar as reclamações dos estudantes. Ele disse que o serviço custa aos cofres do município cerca de R$ 3 milhões por ano e a Prefeitura ainda arca com ônus de estudantes de cidades vizinhas e não recebem auxílio destas prefeituras. O vereador disse que é favorável aos estudantes, mas que tem conhecimento de alguns abusos cometidos por alguns deles.
“Têm várias situações que estão sendo verificadas. Tem gente que saía de manhã e nem era para estudar: ia em Blumenau, por exemplo, ficava lá, fazia alguns exames médicos e, no final do dia, pegava o ônibus universitário de volta”, disse na tribuna.
Foi proposto na sessão que os vereadores formem um grupo para verificar o que está, de fato, ocorrendo, diante da troca de acusações entre Prefeitura e estduantes.



