Financiamento para ponte é aprovado
A votação do projeto de lei que autoriza a prefeitura a contratar financiamento junto à Caixa Econômica Federal, para a construção de uma ponte que ligará as duas margens do rio Itajaí-mirim, deu o que falar na sessão desta terça-feira (13) da Câmara Municipal de Brusque. Nem tanto pelo projeto em si, mas por uma emenda inserida pelo vereador Dejair Machado.
Pela emenda, o financiamento deveria ser aplicado em obras de contenção de cheias, principalmente no prolongamento da avenida Beira Rio como canal extravasor. Dejair alegou que a obra da ponte não era prioridade neste momento, por conta da enchente e da necessidade de serviços que evitem a repetição dessa situação.
Opinião seguida pela maioria dos oposicionistas. Como Ademilson Gamba (PDT), suplente de Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT). Ele criticou a quantidade de empréstimos feitos pelo governo em pouco mais de 2 anos de mandato.
Jonas Oscar Paegle (DEM) comparou a necessidade de prevenção, se referindo ao canal extravasor, com a situação de catástrofes naturais vividas por outras regiões do planeta, como os tsunamis na Ásia e os furacões nos Estados Unidos.
Eduardo Hoffmann (PDT) também defendeu a Beira Rio e disse que a oposição votaria sempre a favor de projetos que colaborem com a solução de problemas para cidade, no caso, o desafogamento do trânsito com a ponte. O presidente da Casa, Celso Emydio da Silva (DEM), também disse que a obra de construção da ponte não deveria ser prioridade neste momento.
No lado governista, todos os integrantes foram unanimes em dizer que a linha de financiamento adquirido na Caixa não poderia ser utilizada para outra obra que não fosse a construção da ponte. Ademir Braz de Sousa (PMDB) e Alessandro Simas (PR) enfatizaram que a ampliação da Beira Rio como canal extravasor não pode ser feita atualmente, por conta de barreiras na legislação ambiental.
A emenda de Dejair foi rejeitada pela maioria.
Outra emenda, de autoria de Alessandro Simas (PR), estipulava que o nome da ponte só seja definido após a construção da mesma. A prefeitura havia anunciado publicamente que a mesma homenagearia Willy Hoffmann. Três vereadores se abstiveram da votação: Edson Muller, Eduardo Hoffmann e Ademir Braz de Sousa. Aprovaram Dejair Machado, Alessandro Simas, Jonas Pagle e Ademilson Gamba. Valmir Ludvig votou contra.
Os recursos fornecidos pelo Governo Federal são de R$ 15 milhões, sendo um financiamento de R$ 14.250.000, com carência de 48 meses para iniciar o pagamento, e uma contrapartida da prefeitura de R$ 750 mil.


