O silêncio as últimas sessões tem levantado sobre o vereador Guilherme Marchewsky (PMDB) muitas indagações. Estaria ele evitando a exposição diante das incertezas do governo interino de Roberto Pedro Prudêncio neto (PSD), ao qual se mostrou aliado indiscutível desde o início? Ou a possibilidade de uma eleição direta, já que seu nome ronda entre os que poderiam ser bem aceitos numa eventual disputa desta natureza, seria, também, um dos motivos?
Nem isto, nem aquilo. Pelo menos é o que afirmou o presidente do diretório municipal do PMDB durante a sessão desta terça-feira (14) da Câmara Municipal de Brusque. Marchewsky subiu à tribuna e rompeu o silêncio para afirmar que sua postura está muito ligada à atuação do partido na esfera federal.
Guilherme disse que recebeu uma carta da direção nacional em que o presidente da legenda, Michel Temer, pede o fortalecimento das bases. Em sua avaliação, ao fortalecer as bases em apoio ao pedido da direção nacional, os diretórios municipais estão concordando com a situação atual, em que o próprio PMDB é integrante direto.
“Não vou ser a base dessa roubalheira que está aí nesse país. Para mim isso tem que ter um basta. Quando a gente não consegue gritar nesse microfone, falar alto para lá ouvirem, quem sabe em silêncio possamos fazer a diferença”, pontuou ele.
Na avaliação dele, muitos dirigentes do partido têm utilizado a legenda para se auto promover e “encher os bolsos”. Ele anunciou que deixará comando do partido na cidade quando da próxima eleição do diretório, marcada para o final deste mês.
“Nessa situação, prefiro ser feliz do que ter razão. Por isso silenciarei hoje e dificilmente farei uso da tribuna novamente”, finalizou ele.




