Condenado a 9 anos de prisão por tentar matrar a mãe
Os jurados decidiram que David Dispensel, acusado de esfaquear a própria mãe no dia 18 de setembro do ano passado, é culpado pelo crime de tentativa de homicídio contra a própria mãe e o juiz da Vara Criminal, Infância e Juventude, Edemar Leopoldo Schlosser, aplicou a pena de 9 anos de reclusão em regime fechado. O júri popular teve início às 8h30min e terminou após as 16 horas desta sexta-feira (2).
David foi defendido por Marcelus Augusto Dadam e pela assistente Adriana Duarte. A promotora Susana Perin Carnaúba representou o ministério Público. Duas testemunhas foram ouvidas: primeiramente, o irmão do acusado, Willian Dispensel, e, posteriormente, a irmã de 16 anos. Ambos declararam um bom relacionamento com o irmão e disseram que a família é muito unida. Eles ressaltaram, inclusive, o bom relacionamento de David com a mãe, Abegail de Aparecida Rodrigues Dispensel.
No dia do crime, segundo os relatos das testemunhas, a família que morava no piso inferior de uma residência na rua Imigrantes, no Centro de Guabiruba, estava realizando a mudança para o piso superior. Quando David foi ajudar a irmã a levar um móvel para cima, houve uma discussão. Nesse momento, David estava muito alterado e começou a quebrar alguns pertences da irmã menor.
A mãe foi separá-los. A menina ficou no quarto e ouviu as discussões da mãe e do irmão. Depois, Abegail subiu as escadas pedindo ajuda. Ela estava ferida no abdômen. A irmã não viu o momento da briga, ou da facada. Depois de Abegail ser atingida pela facada, chamaram a Polícia e os Bombeiros. Leonardo, que vivia com Abegail, mas não é pai dos filhos dela, saiu à procura de David, que havia fugido do local.
Ainda segundo os depoentes, Leonardo bebia e já teria ameaçado o acusado diversas vezes. David sempre ajudou em casa e nunca havia se mostrado agressivo. Aquela teria sido uma atitude isolada. No decorrer dos depoimentos, não havia ficado claro a verdadeira culpa do réu. A defesa pareceu tentar a todo o momento evitar que a culpa de David fosse confirmada.
Portanto, quando a menor foi questionada pela promotoria se David já havia se desculpado pelo que havia feito, a menina confessou que o irmão já havia pedido perdão pelo crime e que ele não gostava de falar do assunto porque havia se arrependido. Nesse momento, a culpa do réu havia ficado clara.
Depois de ouvir as testemunhas, chegou o momento do depoimento do réu, que confessou o crime, justificando que tinha sido sem querer. "A minha mãe tentava fechar a porta e eu tentava abrir, querendo entrar em casa. Nessa confusão atingi ela sem querer. A minha intenção com aquela faca era de intimidar o Leonardo (padrasto)", afirmou David.
A mãe do acusado assistiu ao julgamento sentada ao lado dos filhos.
Foi concedido ao acusado o direito de recorrer em liberdade, sem se afastar da Comarca ou alterar endereço.


