A situação dos radares voltou a ser debatida na Câmara de Vereadores de Brusque. O vereador Alessandro Simas (PR) elogiou decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que decidiu pela constitucionalidade da lei 3.714, que dispõe sobre a instalação de redutores de velocidade em Brusque.
Simas afirmou que a aquisição de radares móveis, conforme era desejo do governo anterior (Paulo Eccel), somente serve para alimentar a indústria da multa. “A ideia de radares móveis sempre foi combatida pela população”, disse ele, sendo apoiado por Jean Pirola (PP), que defendeu a instalação das chamadas lombadas eletrônicas, conforme o projeto.
Valmir Ludvig (PT) contrapôs argumento de Simas de que os cidadãos que necessitarem sair às pressas para algum compromisso seriam surpreendidos por multas geradas pelos equipamentos móveis e escondidos. “Quem sai não pode arriscar a vida dos outros. Vai ajudar um e matar quantos? Isso não é desculpa”.
Ivan Martins (PSD) lembrou que o projeto foi aprovado com votos contra da bancada petista. Retrucou colocações do petista sobre interesses que estariam por trás da instalação de lombadas eletrônicas. “A indústria da multa o povo não quer mais. A lombada eletrônica tem várias maneiras de se contratar e fazer convênio”, frisou ele.
Moacir Giraldi (PT do B) disse que é uma vitória para a Câmara, que ganhou através do TJ o parecer favorável ao projeto. “Tínhamos competência em rejeitar o veto do prefeito. Se as lombadas trazem custo à prefeitura, as multas vão para quem? Quem paga esse custo? São os brusquenses. São mais impostos”.
Andre Rezini (PPS) pontuou que os radares móveis não trazem segurança alguma para a população. “Lógico que temos que ter segurança no trânsito. As lombadas eletrônicas, onde você vê a quilometragem, são o ideal e o correto para a nossa cidade.
Confira no link abaixo o que foi votado.



