"Não existe a menor possibilidade de eu deixar o PT"

Foi com essa afirmação que o ex-prefeito Paulo Eccel (PT) respondeu a rumores de que poderia deixar o Partido dos Trabalhadores caso venha a concorrer em 2018. Liberado, momentaneamente, para concorrer após decisão monocrática do ministro Ricardo Levandowsky, do Supremo Tribunal Federal (STF), que devolveu seus direitos políticos, ele confirmou sua pré-candidatura ano que vem durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade desta quinta-feira (9). Apenas o cargo ainda resta pendente.

Eccel disse que tem mais de 20 anos de militância no PT e não serão as ações para descontruir o partido, capitaneadas por setores da sociedade em todo o país, que o farão trocar de legenda. Ações estas que, em sua visão, foram colocadas em prática de maneira forte nos governos petistas de Lula e Dilma.

“Era visível no tempo em que o PT governava o país a má vontade na divulgação daquilo que era realizado. Qualquer coisa e fato ou decisão era motivo para uma avalanche de crise”, frisou, afirmando que pesquisas à época apontavam que o brasileiro vivia um momento de felicidade, com tudo funcionando. Chegou a reconhecer que a ex-presidente Dilma Rousseff não estava fazendo um bom governo, mas que não só se tira um governante a cada quatro asnos, em alusão ao impeachment dela.

A certeza de que estará na corrida de 2018 é forte nas palavras do ex-prefeito. Mesmo diante de recurso já apresentado ao próprio STF, contra a decisão monocrática de Levandowsky, ou seja, para que o pleno mantenha sua condenação.

“É como se fosse uma partida de futebol: até determinado momento eu estava perdendo. Com a decisão do STF, estou vencendo”, disse na entrevista.

Lula, Eccel e o PT

O ex-prefeito refuta qualquer possibilidade de ver culpa no ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e se compara a o compara à sua situação, á qual considera ser vítima de um complô. Usou como exemplo o caso de sua cassação como prefeito. Adversários teriam propagado que ele é dono de imóveis em Brusque e no litoral, o que não condiz com a verdade.

“Quero é ver provas. Se existirem provas, que haja a condenação (Lula). Neste momento, houve condenação dele em primeira instância. Eu também sofri condenação na justiça, mas no final fui absolvido. Não vamos nos deixar influenciar pelas manchetes”.

Para o ex-prefeito, as delações premiadas, como a do ex-ministro de Lula e Dilma, Antonio Palocci, podem atingir pessoas de Brusque. Só que estão sendo seguradas.  “Tem muito empresário próximo aqui da cidade que era amiguinho próximo do Palocci. Quando veio a tal da delação do Palocci, o que aconteceu? Delação do Lula”, frisou.

Cassação e governo atual

Paulo Eccel voltou a dizer o que fizera quando do anúncio de sua absolvição pelo STF, de que foi vítima de perseguição de setores em Brusque. A retirada de seu mandato teve dedos e mãos de pessoas de Brusque com influência em Brasília. Não quis dizer nomes, mas afirmou que até de alguém com trânsito estadual. “Teve até pessoas que já se foram (faleceram)”, destacou ele.

Na sua visão, a cidade de Brusque sofreu um grande retrocesso após sua saída da Prefeitura. Obras paralisadas, como as do PAC Macrodrenagem, e redução de expediente no atendimento à população.

Frisou que as obras do PAC não teriam sido concluídas no governo dele, mas seriam todas iniciadas. Disse que quando saiu do governo, havia sido iniciada a obra do PAC no Nova Brasília e depois tudo foi deixado de lado.

“Tínhamos um planejamento estratégico desde que fomos eleitos. Tínhamos um governo organizado e planejado até março de 2015. Fomos expulsos da Prefeitura e houve uma descontinuidade. Hoje temos um governo reduzido, não apenas em horário, mas em iniciativa”.

O ex-prefeito disse que não há como governar uma cidade como Brusque em meio período, se referindo ao período de atendimento no setor administrativo da Prefeitura. Inclusive com crítica direta ao prefeito Jonas Paegle (PSB), que além de prefeito exerce outras atividades simultaneamente e no período matutino.

“Quando fui eleito prefeito me licenciei do meu escritório de advocacia e da Unifebe, onde era professor. Não é possível que um comandante de uma cidade queira trabalhar governando meio expediente”.

Ciro Roza e Codeb

Paulo Eccel também respondeu comentários feitos recentemente pelo também ex-prefeito Ciro Roza (PSB), de que foi o governo de Eccel que acabou com a CODEB e inchou a Prefeitura com concurso público. Sobre os servidores, Eccel disse que relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de 2008 recomendavam o encerramento das atividades da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Brusque.

“Ela foi criada em uma época em que os controles não eram tão grandes na administração pública. Exerceu seu papel bem durante muito tempo. Com o passar do tempo, as exigências foram sendo maiores e a CODEB não atendia mais essas exigências”.

A companhia estava, segundo ele, mergulhada em dívidas, num total de R$ 23 milhões. “Se quiséssemos fechar a CODEB teríamos que tirar dinheiro da Prefeitura e pagar R$ 23 milhões. Jamais um administrador seria tão irresponsável em fazer isso. Não iria tirar dinheiro de ações sociais para isso”.

Sobre os servidores, havia 711 cargos comissionados na Prefeitura do governo de Ciro Roza, frisou. “Até o coveiro do cemitério na época era cargo de confiança do prefeito da época. Fizemos uma reforma administrativa, reduzindo essa quantidade para 249. Iniciamos, sim, os concursos públicos, o que é a determinação dos novos tempos”.

Assista à entrevista, na íntegra, no vídeo abaixo:

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