O Homem dos Versinhos
Alma caipira, repleta de simplicidade, que no alvorecer espalha sobre a cidade, ondas perfumadas pelo cheiro da terra molhada.
Chego a ouvir um solitário e inexistente galo cantar, quando à poesia da aurora, o homem dos versinhos faz namorar com os acordes de um violão de pinho.
Então, feche os olhos. E lá estou. Num ranchinho à beira-chão, ouvindo o crepitar da lenha, no velho fogão.
Coisas do passado?
Ahhhhh... todos temos um pouco da roça gravada em nosso DNA. E que em algum nascer do Sol, como flor tardia irá brotar.
Por isso, segue em frente, caipira, que onde você estiver Deus estará lá.
Pois, a mesma seiva que fortalece teu amado jacarandá, fruto da terra que não fraqueja, também corre em tuas veias sertanejas.
*Poema de Paulo Poeta, recitado pelo próprio na abertura do CD ‘O Poeta Caipira, com violão de Mimi Reis.



