De suspeito a foragido da polícia
Suspeito de atirar na cabeça de Felipe Schaadt Brehn (26), o Philipinho, à queima-roupa na casa noturna Fire Up, às margens da rodovia Antonio Heil, por volta das 18h30min de sexta-feira (19), Cristoffer Hoppen Schenkel já é considerado foragido da polícia. Ele agora é acusado de atirar em Felipe, segundo o delegado Juscelino Boos, que cuida do caso.
Boos disse que o advogado de Cristoffer chegou a ligar para anunciar que ele iria se entregar até sexta-feira (26), mas isso não aconteceu. "Nós fomos procurados na semana passada pelo advogado do acusado, dizendo que ele iria se entregar, mas isso até hoje não aconteceu. Na verdade, o caso está devidamente esclarecido. Estamos dependendo de dois depoimentos para confirmar efetivamente a tentativa de homicídio e, ao nosso ver, isso já está comprovado", disse o delegado, informando que, em seguida, vai encaminhar o caso ao ministério Público, com ou sem o depoimento de Cristoffer, para que ele seja denunciado à justiça.
Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado por uma divergência na compra de um veiculo por parte de Cristoffer. "O advogado de Cristoffer disse que o veículo estaria com alguma adulteração e ele tentou cobrar essa diferença de Felipe, onde culminou no tiro à queima-roupa contra o ele. E, nós gostaríamos de ouvir o Cristoffer antes de encaminhar o inquérito para o fórum. Até para saber da versão dele, porque nós já ouvimos muitas, mas a oficial é com relação à dívida do carro, cujo valor seria de R$ 10 mil", ressaltou o delgado Juscelino.
Cristoffer estava respondendo em liberdade por ter atirado contra três pessoas em um posto de combustíveis às margens da rodovia Antonio Heil, no Centro II, em abril do ano passado. Ele havia fugido e foi preso dias depois na BR-101, em Barra Velha, pela Policia Rodoviária Federal,por porte de documento falso. Apesar disso, ele foi solto e respondia em liberdade por esse crime.
"Ele tem uma índole bastante complicada. Essa é uma pessoa que a qualquer momento, por um motivo banal, pode tirar a vida de alguém. Por sorte,até o momento ele ainda não conseguiu esse feito, mas a vítima ainda continua no hospital, em estado relativamente grave, e não se sabe se ele vai ficar com seqüelas", comentou o delegado.
Colaboração: Valdomiro da Motta



