Juiz emite documento em favor de Prudêncio Neto
O vereador Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT) voltou a utilizar a tribuna da Câmara de Brusque, ontem (12) à noite, para se defender das acusações de envolvimento na Operação Arrastão, desencadeada pela Polícia Federal no mês de março. Ele apresentou um documento da Justiça de Tijucas, responsável pelo caso, no qual o juiz Pedro Carvalho destaca que o pedetista não foi incluído no relatório dos federais encaminhado ao Judiciário e está excluso do processo inicial.
No discurso, o vereador utilizou o documento emitido pelo juiz a pedido de seu advogado, para considerar o caso encerrado. Segundo ele, ao fazer isso, o magistrado atesta sua inocência. Prudêncio Neto aponta a proporção que o fato ganhou a partir da citação de seu nome no relatório em relação a questões político-partidária e atira na direção dos integrantes do atual governo.
"Sou favorável a todo e qualquer tipo de manifestação democrática. Agora, a gente acha estranho quando existe um cunho político por trás. Contra a corrupção eu também sou", disse ele à Reportagem Cidade na tarde desta quarta-feira (13), em referência ao Movimento Brusque Unida Contra a Corrupção, que levanta a bandeira pela cassação de seu mandato e também do vereador Ademir Braz de Sousa (PMDB).
O líder do governo, Valmir Ludvig (PT), ainda durante a sessão de ontem, se manifestou a respeito do discurso. Antes de iniciar, ele e Prudêncio Neto trocaram leves farpas. "Aquilo que saiu no jornal, o jornal mentiu? Não houve esse telefonema? Não houve esse diálogo? É essa pergunta que o senhor tem que responder. Aquele diálogo que saiu e muitos outros que têm, não é o senhor? Se o senhor esclarecer isso, penso que a comunidade vai ficar satisfeita", rebateu o petista. A resposta do pedetista foi de que estão sendo periciadas todas as conversas e que, na avaliação dele, as conversas podem ser falsas.
O vereador Dejair Machado (DEM) também se manifestou em defesa do colega de oposição e criticou a intenção do grupo que busca pressionar a Câmara pela cassação de Prudêncio Neto e Ademir.
Carta do advogado de Roberto Prudêncio Neto ao Juiz Pedro Walicoski Carvalho, da Comarca de Tijucas:
“Roberto Prudêncio Neto, brasileiro, solteiro,advogado, vem, respeitosamente, através do advogado adiante assinado, requerer de V.Exa., certidão atestando que não consta seu nome na portaria inaugural de instauração de 8nquérito policial que culminou com oferecimento de denúncia nos autos de ação penal nº 072.08.006243-3. Requer ainda seja certificado que além de não ter sido indiciado em referido inquérito policial, ou denunciado na ação penal correspondente, também não teve em desfavor decretado qualquer medida judicial, como por exemplo quebra de seu sigilo telefônico.
Florianópolis, 12 de maio de 2009
Cláudio Gastão da Rosa FilhoOAB/SC 9284”
Observação do Jornalismo da Rádio Cidade: A referida correspondência tem ainda o seguinte texto expedido e assinado pelo juiz Pedro Walicoski Carvalho: “Vistos etc, Defiro
Tijucas, 12 de maio de 2009.
Pedro Walicoski Carvalho
Juiz de Direito”
Certidão emitida pela 2ª Vara do Poder Judiciário Catarinense, na Comarca de Tijucas:
“... Certifico, para os devidos fins, que Roberto Prudêncio Neto, brasileiro, solteiro, advogado, não teve o seu nome relacionado na portaria inaugural da instauração de inquérito policial que culminou com o eferecimento de denúncia nos autos acima indicado. Certifico ainda, que não teve em seu desfavor qualquer medida judicial decretando a quebra de seu sigilo telefônico. O referido é verdade, do que dou fé.
Tijucas (SC), 12 de maio de 2009.
Balner Frohlich
Chefe de Cartório”



