Durante a noite desta quarta-feira (30), médicos, promotores e juízes se reuniram em uma das salas do Hotel Monthez para debater a judicialização da medicina pela primeira vez em Brusque. O encontro foi organizado pela Associação Brusquense de Medicina, em parceria com o Hospital de Azambuja.
De acordo com o diretor clínico do Hospital de Azambuja, Dr. Charles Machado, a demanda sobre o assunto cresceu, principalmente com várias instituições e até mesmo médicos sendo acionados na justiça por conta da insatisfação de vários pacientes. Essa situação acontece quando os resultados não são os esperados pela família.
Quem também participou do debate foi o presidente do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (Simesc), Vânio Lisboa. Em sua fala, ele abordou a questão da busca pela saúde de qualidade e a relação com as filas de exames, medicamentos e cirurgias. Esses são os principais fatores, na visão de Vânio, que aumentam a procura pela judicialização.
Uma das buscas do Simesc, em parceria com o poder judiciário é a possibilidade da resolução destes problemas sem grandes discussões e debates dentro da esfera judiciária. Afinal, o paciente busca o apoio jurídico para conseguir algo que é seu por direito.
A juíza diretora do Fórum da Comarca de Brusque, Dra. Cláudia Ribas Marinho falou sobre os direitos tanto do paciente quanto dos médicos e instituições de saúde. Questões como o direito do paciente sobre o acesso ao seu prontuário, mas também do sigilo profissional do médico foram abordados em sua fala.
Acompanhe no topo da página a entrevista com os envolvidos no debate.




