Muito tem se falado sobre o fenômeno El Niño na região Sul do Brasil e que deve dar o ar de sua graça por estes lados do país até o final do ano. Mas você sabe o que ocorre com a chegada desse “menino” em terras catarinenses?
O fenômeno acontece devido ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, entre os continentes da América do Sul e Austrália. Segundo o meteorologista Marcelo Martins, da Epagri/Ciram – a principal responsável pelo monitoramento do clima em Santa Catarina – há a circulação geral na atmosfera que faz com que uma região fique mais chuvosa ou mais seca. No El Niño, essa região afetada, entre os dois continentes, aquece e segue para a atmosfera e altera a circulação natural.
“O Nordeste fica mais seco e o Sul do Brasil reflete em mais chuvas. A temperatura fica acima de média, assim como a chuva – com volume bastante elevado nos próximos meses”. Pelo menos até dezembro, a condição de chuva em grande escala permanece.
A mudança que ocorre por conta do fenômeno, basicamente, é no volume de chuva. No entanto, com a chegada das chuvas também podem ocorrer temporais, geadas ou sinais mais severos, como as enchentes. “Mas isso normalmente é amplamente divulgado pela imprensa ou pelo nosso site, pelos avisos meteorológicos com bastante antecedência de, pelo menos, cinco dias”, afirma.
Em Santa Catarina deve haver grande volume de chuva. Em Brusque, assim como no estado, as pancadas de chuva de verão serão frequentes, durante a tarde e à noite e há bastante calor pelos próximos três meses.



