O nadador paraolímpico Clodoaldo Silva, dono de 25 medalhas de ouro entre Jogos Parapan-Americanos, Mundiais e Paraolímpicos esteve em Brusque nesta quinta-feira (24) para uma palestra dentro da programação da 4ª Paracopa SESC. Em coletiva de imprensa, ele contou suas experiências e sonhos para o final da carreira como paratleta.
Brusque não é uma novidade tão grande para Clodoaldo, principalmente por ser companheiro de seleção brasileira do nadador brusquense Matheus Rheine, que também esteve no SESC. Sempre bem humorado, Clodoaldo afirmou que essa é a melhor maneira que encontrou para mostrar sua história de vida, desde as dificuldades em Natal (RN) até as 25 medalhas de ouro.
Para ele, o grande salto no paradesporto brasileiro foi a campanha expressiva nas Paraolimpíadas de Atenas, em 2004. Das 14 medalhas de ouro do Brasil, ele conquistou seis. De lá para cá, surgiram várias oportunidades de auxílio e desenvolvimento dos paratletas brasileiros, o que só melhorou os resultados nas competições internacionais.
Porém, tudo tem seu final. E o encerramento da carreira de Clodoaldo nas piscinas será nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. E terminar as competições com medalhas não é o mais importante para Clodoaldo. Ele quer “pendurar a sunga” tendo a certeza de que deu o melhor de si no Rio de Janeiro.
Após 2016, ele já tem objetivos traçados. A acessibilidade às pessoas com deficiência será a grande batalha dele. O Brasil é um dos países mais atrasados nessa questão segundo o nadador, comparando com outros países em que já esteve competindo. Clodoaldo afirma que a principal batalha será contra o desrespeito a esse direito da pessoa com deficiência.
Junto de Clodoaldo estiveram os paratletas Soelito Gohr e Matheus Rheine, que também estão na programação da Paracopa SESC, onde mostrarão suas batalhas para seguir valorizando a causa dos paratletas brasileiros.
Acompanhe no topo da página o áudio com a entrevista de Clodoaldo Silva




