O jogo entre Brusque e Marcílio Dias corria bem dentro de campo, com as duas equipes brigando pela vitória, que valia a liderança para os dois times no quadrangular final da Divisão Especial. Porém, a tarde de domingo (15) foi manchada pelo árbitro Edson da Silva. Com uma atuação fora do normal, e com dois lances de pênaltis duvidosos, a confusão foi criada, e o jogo foi paralisado.
Tudo aconteceu aos 36 do segundo tempo, quando o Brusque vencia os itajaienses por 2 a1, com gols de Eydison e Neguete, e o Marcílio tinha descontado com Tardelli, em pênalti irregular. Até então, o Brusque já havia perdido Serginho e João Paulo, expulsos por reclamação, quando Edson da Silva anotou mais um pênalti polêmico.
O goleiro Fabão se recusou a defender a cobrança, e então a confusão se formou. O gramado foi invadido por torcedores, que xingavam e pediam a retirada do time de campo. Algumas cenas de troca de socos foram registradas, porém, com a presença da Polícia Militar os ânimos foram se acalmando.
Após toda a confusão, o presidente Danilo Rezini falou sobre o acontecido: Esta segunda-feira (16) vamos fazer uma reunião da diretoria, junto do setor jurídico, e tomaremos alguma decisão. Poderemos chegar ao limite, infelizmente, de tirar nosso time do campeonato. Porque, dentro de campo, nosso time tem qualidade, mas forças ocultas trabalham contra nós.
Ainda com os ânimos exaltados, o diretor de futebol do clube, Carlos Beuting, fez uma grave denúncia, afirmando que os laudos médicos do Marcílio Dias têm a assinatura falsificada, denúncia que deve ser encaminhada à federação nos próximos dias. O jogo foi paralisado, e o relatório do árbitro será encaminhado ao TJD, que julgará a situação em data ainda indefinida.




