"Não vamos negociar sob ameaças", diz prefeito de Brusque
Não houve acordo. Assim foi o término de uma reunião entre o prefeito Paulo Eccel, o secretário de Saúde Eduardo Loos, direção e médicos, ocorrida no final da tarde de ontem (27), no Hospital de Azambuja. O encontro buscava uma definição sobre o contrato de prestação de serviços a ser firmado entre o Poder Público e aquela unidade, além de dar fim ao impasse sobre o setor de obstetrícia, que ameaça parar no final deste mês.
A reunião durou pouco mais de uma hora e meia e foi realizada a portas fechadas, sem a presença da imprensa. De acordo com o secretário de Saúde, o próprio prefeito pediu cooperação por parte os profissionais, alegando que a prefeitura não está se eximindo de suas obrigações. "Estamos negociando. O prefeito disse que não vamos negociar sob ameaças". disse Loos, em referência à promessa dos médicos de interromper os atendimentos caso a prefeitura não quite três meses de atraso no repasse de valores para custear plantões.
Discursos diferentes foi o que se viu e ouviu após o encontro. Enquanto o prefeito, o secretário e até mesmo a direção do hospital pregavam que não há chances de o atendimento ser interrompido, um dos médicos presentes à reunião, e que deixou o recinto minutos antes do fim do encontro, afirmou que esta possibilidade existe sim, e é bem real. As palavras apontaram na direção de que, sentados à mesa, não havia se chegado a um consenso sobre a situação.
Uma nova reunião será feita na manhã desta terça-feira (28). De acordo com o padre Nélio Schwanke, diretor administrativo do Hospital de Azambuja, tudo caminha para um acerto, tanto na questão do contrato quanto no repasse para evitar a paralisação dos obstetras.



