ONU completa 64 anos
No dia 25 de abril de 1945, representantes de 50 países reuniram-se em São Francisco (EUA) e criaram a Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é manter a paz e a segurança internacionais; estabelecer relações cordiais entre as nações do mundo, obedecendo aos princípios da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos; e incentivar a cooperação internacional na resolução de problemas econômicos, sociais, culturais e humanitários.
Apesar do sentido democrático e universalista que orienta seus objetivos e princípios, o poder de veto atribuído aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança impediu muitas vezes uma ação eficaz nos conflitos bélicos ocorridos depois da segunda guerra mundial.
No âmbito das Nações Unidas são produzidos vários documentos jurídicos, sobre os mais diversos temas - de direitos políticos da mulher até escravatura, de direito penal internacional à preservação da diversidade biológica, de proibição de armas químicas a direitos das crianças.
Os instrumentos mais comuns para expressar a concordância dos Estados-membros sobre temas de interesse internacional são acordos, tratados, convenções, protocolos, resoluções e estatutos.
O Brasil participa dos processos de tomada de decisão e do trabalho das Nações Unidas principalmente por meio de quatro representações permanentes - nas cidades de Nova York (Estados Unidos), Genebra (Suíça), Roma (Itália) e Paris (França).
A função das representações é acompanhar de perto a agenda da ONU, ter informações mais específicas sobre os trabalhos e ampliar a participação do país no sistema. As despesas são inteiramente custeadas pelo ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Na sede das ONU, em Nova York, o Brasil mantém a Missão Permanente junto às Nações Unidas. O quadro de serviço exterior - diplomatas, oficiais de chancelaria e assistentes de chancelaria brasileiros - é composto por 32 pessoas, sem contar os funcionários de outras nacionalidades.
A missão é responsável pela participação do Brasil em todos os eventos da ONU que interessem ao país, nas reuniões da Assembléia Geral e, periodicamente, do Conselho de Segurança, onde o Brasil ocupa um assento não-permanente.


