A crise econômica no primeiro semestre de 2015 também afetou o setor têxtil, que registrou queda de 8,9% na produção de tecidos, 10,2% na fabricação de roupas, 5% no volume de vendas e 1,8% de retração na receita nominal. Nos próximos meses, o setor ainda pode demitir 100 mil pessoas, aproximadamente. Os dados divulgados são da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT).
Os números negativos do setor foram mencionados na tribuna da Câmara Federal pelo deputado catarinense Rogério Peninha Mendonça, que ampliou as informações ao chamar atenção para essa situação grave, a de demissão desses cerca de 100 mil trabalhadores no ramo têxtil. Peninha afirmou que esta possibilidade é iminente, pois em 2014 o setor produziu R$ 126 bilhões e gerou 1,6 milhão de postos de trabalho. Só em Santa Catarina está alocada mais de 27% de toda a produção têxtil nacional.
O agravamento da crise financeira e as alterações propostas pelo governo colocaram em risco milhares de empregos. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o setor têxtil já demitiu 24 mil funcionários nos sete primeiros meses deste ano. Nos últimos 12 meses, as demissões superam as contratações em 61 mil vagas.




