O Governo de Santa Catarina apresentou nesta semana a nova proposta para o Plano de Carreira do Magistério Estadual ao sindicato da categoria (Sinte/SC), em sua sede na capital. O secretário de Estado da Educação, Eduardo Dechamps, afirmou que a nova tabela traz diferenças salariais que chegam a 100%, dependendo da titulação do professor.
Entre os destaques do Plano estão a vinculação dos professores em caráter temporário (ACT's), a incorporação das gratificações de regência de classe e a previsão de aumento na folha de pagamento em R$ 1,4 bilhão em três anos, quando termina o mandato do governador Raimundo Colombo (PSD).
O Sinte/SC divulgou na sexta-feira (11) o primeiro parecer da diretoria do sindicato em relação à proposta apresentada pelo governo. De acordo com o Sinte, o Plano de Carreira proposto pelo Estado deixará mais de 35 mil professores sem reajuste neste ano de 2015. De acordo com o coordenador estadual do Sinte, Luiz Carlos Vieira, a proposta do governo modificou vários itens que havia sido debatidos anteriormente, tais como: dispersão, descompactação, índices de progressão, não há índice real e não há percentual fixo. Por exemplo, na proposta do governo, os valores de dispersão do nível 3a até o nível 3i deveria ser de 50%, no entanto, consta no plano que este percentual é de apenas 35%.
O Sinte/SC tem muitas dúvidas e necessita de vários esclarecimentos sobre a proposta apresentada pelo governo, a exemplo disso: qual o valor das aulas excedentes; os critérios e requisitos para as progressões horizontais e verticais; o percentual de diferença entre os níveis de licenciatura plena, especialização, mestrado e doutorado.
Ainda de acordo com Vieira, a categoria vai realizar uma assembleia estadual no início do mês de outubro para analisar o Plano de Carreira do Magistério Estadual. O Governo se comprometeu a não enviar o projeto de Lei para votação na Assembleia Legislativa antes das negociações com o sindicato.



