A Câmara de Brusque aprovou na sessão desta terça-feira (10) o projeto de lei que proíbe a prática do nepotismo nos poderes Executivo e Legislativo. Debate que teve plateia lotada, discussão acalorada e derrota em tentativa de adiar a análise da proposta.
A pressão feita pelo público e por entidades representativas fez com que ficasse clara a mudança de posicionamento de vereadores durante a própria sessão. Como Waldir da Silva Neto (DEM), que pediu vistas alegando não estar por dentro da matéria. Foi voto vencido.
Gerson Luis Morelli (PSB) anunciou voto favorável, mesmo sendo da base do governo, interessado em sepultar a matéria. Ivan Martins (PSD) defendeu aprovação de emenda de sua autoria que tirava da lei os cargos de secretário municipal. Seguiu entendimento do STF de 2008, a Sumula 13, delimitou quais funções ficariam fora de serem consideradas nepotismo.
Mas a emenda foi rejeitada. Isso porque o vereador Paulinho Sestrem (PRP) também apresentou uma emenda, só que esta inserindo todos os cargos como prática de nepotismo. Esta acabou aprovada. O vereador Adalmir Amaral (DEM) surpreendeu a todos ao anunciar voto em favor do projeto.
Nos bastidores, a informação era de que o partido fora orientado a votar contra a proposta. O próprio presidente da legenda, Jones Bósio, circulou pelos corredores buscando reforçar a posição do partido em sia bancada. Depois de quase três horas de discussão, o projeto foi aprovado. O vereador Ademilson Gamba (PSB) não participou da sessão por conta de problemas de saude.




