Reunião do Comusa acontece sob clima tenso
O clima quase esquentou de vez na reunião do Conselho Municipal de Saúde (Comusa), realizada na noite de ontem (15), no salão nobre da prefeitura de Brusque. Dois assuntos causaram discussões e trocas de poucas gentilezas entre alguns membros: a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do município para 2010 e o contrato de prestação de serviços entre a prefeitura e o Hospital de Azambuja.
No primeiro caso, o conselheiro Julio Gevaerd questionou o fato de a LDO, que faz uma projeção dos gastos do Executivo para o ano seguinte, não contemplar uma das principais promessas de campanha do atual governo, um posto de saúde 24 horas. A medida, segundo ele, desafogaria os atendimentos no hospital de Azambuja.
Gevaerd disse que o Comusa estava apenas aprovando o que vinha pronto da secretaria de Saúde, sem estudar se é bom ou não para a sociedade. "Você tem medo. Este conselho é uma brincadeira", disse ele à presidente Sueli Lauritzen.
Os ânimos esquentaram por diversas vezes. Mas a situação ficou ainda mais quente quando a diretoria de Saúde apresentou a proposta de contrato com o Hospital de Azambuja. A reação dos médicos e da direção da unidade foi pronta e rápida. Os valores a serem pagos pela prefeitura não estão de acordo com o que querem os profissionais.
As restrições são tanto pelos valores quanto pela ameaça da municipalidade de trazer profissionais de fora para atuar no corpo clínico do hospital. A proposta foi aprovada por dez votos a favor e nove contrários. Uma reunião interna deve acontecer na tarde desta quinta-feira (16) no hospital de Azambuja, para decidir se a unidade aceita a proposta do governo municipal ou não.



