Secretaria de Saúde reage à ameaça de paralisação no setor de obstetrícia
Em um comunicado oficial, enviado à imprensa e a entidades civis do município na tarde de ontem (14), os médicos plantonistas do setor de obstetrícia no Hospital de Azambuja prometem interromper os trabalhos em definitivo a partir do dia 30 de abril. A razão de tudo, segundo eles, é que há três meses que a secretaria municipal de Saúde não repassa os valores referentes ao pagamento dos plantões.
A reação da prefeitura foi imediata. Poucas horas depois, o secretário Eduardo Loos convidou os veículos de comunicação para prestar os devidos esclarecimentos. Segundo ele, o repasse não foi feito porque não havia amparo legal. O contrato que permitia ao poder público custear os valores venceu em 31 de dezembro e um novo precisou ser elaborado. "O dinheiro já está na conta do Fundo Municipal de Saúde e tão logo o convênio e o contrato com o hospital sejam assinados, os valores serão repassados a eles" disse Loos.
De posse de dois documentos distintos, contrato e convênio, o secretário explicou que a liberação do dinheiro vai depender da tramitação do segundo documento na Câmara de Vereadores. O documento deveria entrar na pauta de discussões do Legislativo ontem à noite. Porém, dois entraves ameaçavam a aprovação da medida.
O primeiro deles é que nos bastidores comentava-se que o vereador Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT) pretendia pedir vistas, com o argumento de que precisava estudar melhor o conteúdo. No entanto a sessão acabou não sendo realizada em função do temporal que caiu sobre a cidade, o que deixou o Legislativo sem energia elétrica. A reunião foi remarcada para às 13h30min desta quinta-feira (16).
Juntamente com o convênio que permitirá os repasses aos médicos do setor de obstetrícia, a prefeitura fará ainda um contrato de prestação de serviços com o hospital. A intenção é regular a forma como o dinheiro será aplicado. Itens como controle de horas e plantões constam na lista de exigências feitas pelo poder público.
De acordo com o secretário de Saúde, serão repassados ao hospital cerca de R$ 150 mil mensais durante seis meses. Destes, R$ 48 mil serão destinados a auxiliar no custeio de despesas. Os outros R$ 100 mil servirão para atender a seis especialidades diferentes e deverão estar à disposição do cidadão quando o mesmo procurar.


