Uma postagem no Facebook publicada em agosto e que obteve mais de 600 compartilhamentos foi desmentida por órgãos responsáveis pelo trânsito de Brusque. A informação também circulava no aplicativo WhatsApp e indicava novos valores de infrações de trânsito.
Na visão do tenente-coronel Moacir Gomes Ribeiro, comandante do 18º Batalhão de Polícia de Brusque, a postagem foi feita por um desocupado. “Talvez para criar um caos, criar um descrédito com os órgãos policiais. Alguém que, realmente, estava sem nada para fazer nesse dia”. Além disso, ele também afirmou que a instituição não trabalha com metas de número de infrações, como a publicação insinuava. “Nós trabalhamos através da legalidade, de acordo com uma metodologia técnica de segurança. Nós trabalhamos, sim, por meio de operações, de Lei Seca, de blitz, mas tudo dentro da necessidade. Mas nós acreditamos muito mais na prevenção”, disse ao lembrar o programa da Transitolândia.
Em concordância, o secretário de Trânsito e Mobilidade da cidade, Bruno Knihs, diz que a brincadeira foi de mau gosto. Ele afirma que as últimas mudanças ocorreram por meio da Lei 12.971, de 9 de maio de 2014. “Essa o pessoal tem que estar atento, porque essa é real. Mas foi amplamente divulgada”. Ele se refere a infrações como a ultrapassagem em faixa contínua, em pontes, viadutos ou pela direita, usando o acostamento e a ultrapassagem forçada, além de outras multas que ficaram mais graves e mais caras.
Multas
Os dois ainda explicaram para onde vai o valor das multas. Da arrecadação total, 15% vai para a Polícia Militar a fim de reverter em ações que beneficiem o trânsito. “Nós utilizamos, especificamente, para voltar à fiscalização do trânsito. Compramos cones, coletes para os policiais usarem principalmente à noite”, explica Gomes. Há ainda os equipamentos de segurança e para a fiscalização como bafômetro, notebooks, entre outros. Outros 15% vão para a Polícia Civil, que também usa para o trabalho efetivo.
No caso da Guarda de Trânsito de Brusque, o artigo 320 do CTB prevê que todo o valor adquirido em multas deve ser revertido em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. “Ele ainda determina que de todo esse valor das multas no Brasil, 5% vai para um fundo destinado à segurança e educação no trânsito", explica Knihs.
Por fim, o tenente-coronel da PM ressalta que a maioria das infrações divulgadas na postagem é mentirosa, conforme você pode conferir no quadro abaixo:




