Um tema bastante delicado, mas necessário de se tratar. Foi com esta temática que a psicóloga Caroline Razera conversou na manhã desta sexta-feira (14) com a equipe do Programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, sobre suicídio.
Para ela, situações como a do homem que foi resgatado na Ponte Irineu Bornhausen (Ponte Estaiada) na manhã de quinta-feira (13), quando ameaçava se jogar no Rio Itajaí Mirim, demonstram pedido de socorro.
“A pessoa não quer acabar com a vida. Ela quer acabar com a dor. Ir para locais públicos é realmente isso, um pedido de socorro. Muitas vezes, a pessoa não tem uma rede de apoio, não procurou ajuda profissional. Às vezes, não tem uma família que esteja do lado dela ou não conseguiu se abrir para essas pessoas. É como se, realmente, ela estivesse fazendo um pedido de socorro: alguém me ajuda, que eu não aguento mais essa dor”, disse ela.
De acordo com Caroline, o Brasil é um dos países em que se registra o maior número de suicídios no mundo. Estudos da psicologia apontam que uma pessoa tira a própria vida no país a cada 45 segundos. “É uma média de 12 mil suicídios por ano. Dos estados do Brasil, Santa Catarina é o segundo. O primeiro é o Rio Grande do Sul”, afirmou ela.
Uma pessoa que comete suicídio dá sinais, afirma a psicóloga. Isolamento, afirmações sobre não ter mais sentido em viver ou de não fazer falta aos demais se vier a morrer são alguns elementos que podem indicar essa pretensão.
“A maioria das pessoas que acabou cometendo suicídio avisou de alguma forma”, assegura Caroline.
Para ela, quando uma pessoa tenta uma vez, certamente vai repetir o ato. A saída é buscar oferecer a ela atendimento médico.
“O encaminhamento a um serviço especializado, como é o CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial), por exemplo. Até para que tenha, ali, um acompanhamento a longo prazo, além de uma série de cuidados”, pontuou ela, citando, ainda, o papel importante da família nesse processo de prevenção.




