Sono e volante não combinam
Este ano, existem 15 feriados em dias de semana. Logo, todos se programam para viajar. Com isso, todo cuidado é pouco nas estradas. Dormir ao volante é uma das principais causas dos acidentes nas rodovias. Estima-se que 30% das ocorrências totais são provocadas por sonolência. Fatores como privação do sono, tempo de trabalho, duração da viagem, escuridão, visão diminuída e consumo de álcool podem potencializar o estado de sonolência.
A principal causa de sonolência diurna é uma noite mal dormida. Isso pode resultar em diferentes tipos de insônia, problemas respiratórios do sono como a apneia obstrutiva do sono e até fatores ambientais. O mais importante para evitar tais situações seria o bom sono, não em quantidade, mas sim em qualidade. Os indivíduos com ronco e apneia do sono provocam sete vezes mais acidentes automobilísticos.
No Brasil, um levantamento realizado pelo Departamento de Psicobiologia da Escola Paulista de Medicina, no qual foram entrevistados 400 motoristas de ônibus do sexo masculino, mostra que 60% deles apresentaram pelo menos uma queixa ou problema de sono.
Com a obrigação de cumprir horário, ter poucas folgas, dormir em lugares que não são ideais, longas jornadas de trabalho que requerem constante estado de alerta ao volante, muitos fazem uso de bebidas cafeinadas ou estimulantes. Diante disso, vale o alerta: a cafeína pode minimizar, mas não elimina os problemas de sono associados às horas mal dormidas.
O uso de substâncias para se manter acordado pode provocar vários efeitos colaterais, como irritabilidade, aumento da sudorese, dor de cabeça e piorar a qualidade do sono quando a pessoa for dormir. Estas substâncias usadas para combater a sonolência não restabelecem as condições de atenção e capacidade de tomada de decisões necessárias ao bom motorista.
A pesquisa brasileira revelou que 16% dos motoristas entrevistados cochilam enquanto dirigem, com uma média de oito cochilos por viagem, e que 56% conhecem colegas que já dormiram ao volante.
Ao se deparar com veículos trafegando de maneira incoerente, ou motoristas que aparentem estar dormindo, outro motorista deve manter uma distância segura e procurar emitir alertas sonoros, avisando a autoridade mais próxima.


