Biólogo explica que manutenção dos leões não seria cara

A possível vinda de três leões para o Zoobotânico de Brusque fez surgir uma série de questionamentos entre a comunidade brusquense. O biólogo coordenador do parque, Rodrigo de Souza, explica que as negociações com o Zoo de Pomerode para a troca de alguns animais ocorrem há mais de um ano.
Foi no meio dessa conversa que surgiu a proposta dos três leões. Segundo o biólogo, vários animais foram oferecidos, incluindo um urso. No entanto, ao avaliar todas as adequações que seriam necessárias para seguir todas as normas da legislação ambiental, a opção mais viável seriam mesmo os leões.
“Para colocar ursos no zoológico, teríamos que fazer mais adequações. E como o público brasileiro adora os grandes animais africanos e a nossa intenção é atrair novos visitantes para o parque, preferimos os leões”, afirma.
Nada foi formalizado até agora. Caso a troca se confirme, o parque de Brusque deverá enviar um chimpanzé para Pomerode, onde existem outros exemplares da mesma espécie.
Segundo Souza, independente da vinda dos leões, o Zoobotânico de Brusque passa por adequações constantes a fim de atender as legislações ambientais, que são revisadas periodicamente. Ele garante que os três felinos não alterarão os custos de manutenção do parque, já que isso estaria dentro do orçamento previsto para o empreendimento e, além disso, eles estariam substituindo um animal que sairia de Brusque.
Outro ponto que ele destaca é que, ao contrário do que imagina o senso comum, leões não se alimentam exclusivamente de carne. O preço desse produto e a quantidade que seria necessária por dia para alimentá-los são os principais questionamentos em relação à vinda dos leões para Brusque.
"Um leão consome 400 gramas de alimento por dia. E alimento não quer dizer somente carne. Mesmo um carnívoro precisa de diferentes nutrientes que vêm de diferentes alimentos. A alimentação de um zoológico não é feita somente da carne comprada por licitação. Por exemplo: temos um biotério, que é onde criamos roedores com o objetivo de dar aos carnívoros. O custo para a manutenção dessas espécies em cativeiro não é tão grande quanto se imagina”, completa.
O superintendente do Zoobotânico de Brusque, Marciano Giraldi, explica que toda a negociação vem sendo feita de acordo com as condições do parque e levando em conta o orçamento. "Vamos fazer uma troca. Pode ser que venham três leões, mas outros animais também sairão daqui. Além disso, o parque tem muitas funções. A ambiental é muito importante. Se não for aqui, muitas vezes as crianças não terão outra oportuniade de ver e conhecer um animal como esse. Até porque nem mesmo no meio ambiente eles existem mais", considera.



