A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata do uso da vacina contra a Covid-19 para mulheres gestantes. A orientação está em nota técnica emitida pelo órgão federal. Brusque acatou a recomendação.
Conforme a diretora de Vigilância em Saúde, Ariane Fischer, a cidade segue à risca o que é recomendado pelo Ministério da Saúde.
A decisão foi tomada após a notificação da morte suspeita de uma gestante de 35 anos no Rio de Janeiro. Ariane explica que, em Brusque, algumas gestantes com comorbidades foram vacinadas, mas a fase dois, na qual todas receberiam a dose, não chegou a acontecer. Estava marcada para iniciar na terça-feira (11), dia da decisão da suspensão. “Algumas gestantes foram vacinadas com as comorbidades, mas na secretaria não chegou nenhum relato de uma situação adversa fora do comum”.
A diretora completa que as mulheres que tiveram bebês recentemente também não poderão receber a vacina. “O grupo das puérperas acabou também abrangendo, porque a condição é parecida com a gestante então também foi inclusa nesse cancelamento”, completou ela.
Ariane destaca que a aplicação da dose em gestantes foi em função das estatísticas do Ministério da Saúde. “Tivemos uma orientação onde foram comparados os óbitos de gestantes do ano passado com esse ano. Lembrando que estamos em abril. Os números mostram que já passamos o número de óbitos em relação ao ano anterior e grande parte dessas mortes eram associadas ao Covid então foi determinado que todas as gestantes independentes de autorização médica ou não elas teriam acesso a vacina”.
Ela frisa que essa suspensão diz respeito apenas à vacinação contra o Coronavírus. Já a da gripe comum, Influenza, segue sem alteração para a gestantes e puérperas. “Com relação à influenza se mantém. A gente solicita que as gestantes não deixem de tomar, que façam como acontecia nos anos anteriores. Só pedimos para as pessoas ficarem atentas a questão dos 14 dias de intervalo em relação a vacinação da Covid-19 e vice-versa”, concluiu.




