Quito Maestri assume, mas PMDB não abandonará Ademir
O título acima foi a tônica nas palavras do presidente do diretório local do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), João Beuting, e do suplente Norberto Maestri, em visita à Câmara de Vereadores de Brusque na terça-feira (31). Na ocasião, eles entregaram o pedido de licença de Ademir Bras de Sousa, preso na semana passada durante a Operação Arrastão da Polícia Federal.
Beuting foi bastante cauteloso nas palavras, afirmando antes da entrevista que preferia não falar sobre o assunto (Ademir). Entretanto, não havia como separar as duas situações, a do delegado preso com a do vereador. O presidente do PMDB disse que somente após uma decisão final da Justiça a legenda irá se posicionar sobre o fato, sob o ponto de vista partidário.
"A Justiça, dando um finalmente nessa situação, fará com que o PMDB tome alguma atitude. Mas, acreditamos que o nosso vereador Ademir Bras de Sousa conseguirá se defender e logo estará no meio de nós", destacou ele, deixando clara a posição da legenda sobre o assunto.
Quito Maestri também tomou a postura de evitar o assunto relacionado à prisão do ex-delegado regional. Limitou-se a falar sobre sua estadia como vereador e as ações que devem nortear seu trabalho. Entre elas está a de seguir dando apoio ao Executivo, conforme determinação do partido. "Sem dúvida manterei tudo o que for possível para que a cidade ganhe. Estarei sempre ao lado do Paulo Eccel. Vou apoiar em tudo o que for necessário e que seja bom para Brusque", falou o peemedebista.
A posse de Maestri na vaga de Ademir deverá ocorrer apenas na próxima terça-feira (8). Entretanto, o presidente do Legislativo, Vilmar Bunn (PDT) confirmou que ela pode ocorrer antes disso. "Se ele estiver na Câmara na quinta-feira (hoje), já poderá assumir".



