Vereadores evitam falar sobre Operação Arrastão
Não fosse a visita de um grupo de estudantes da Escola Ivo Silveira e a sessão de ontem (31) na Câmara Municipal de Brusque teria tido poucos atrativos. Isso porque os vereadores se limitaram a utilizar a tribuna para esclarecimentos pessoais e a discussão de uma moção e dois requerimentos. Nem mesmo o assunto do momento na cidade, a Operação Arrastão da Polícia Federal, a qual culminou com a prisão de um vereador - Ademir Bras de Sousa, e a intimação de outro para prestar depoimento - Roberto Pedro Prudêncio Neto, foi motivo de qualquer palavra da parte dos legisladores.
Com relação a este assunto até mesmo o presidente da Casa, Vilmar Bunn (PDT), preferiu não se pronunciar. A grande expectativa, ao menos por parte da imprensa, era da entrada na pauta de votações do pedido de licença de Ademir Bras de Sousa (PMDB), o que acabou não ocorrendo. O documento foi entregue pelo presidente da legenda, João Beuting, mas ficou fora da ordem do dia. A votação será feita em uma sessão marcada para a tarde de quinta-feira (2).
Os vereadores aprovaram ainda dois projetos de lei. O primeiro autoriza a prefeitura a fazer acordo para pagamento de indenização e o segundo autoriza o Executivo a ressarcir entidades que abrigaram famílias atingidas pelas cheias de novembro passado. Serão beneficiadas a Associação Beneficente e Cultural Santa Rita (R$ 908,01), a Capela São João Batista (R$ 1239, 10) e a Capela Nossa Senhora Aparecida (R$ 764,61).
Foi aprovada ainda uma moção em homenagem à família Gracher, que fundou o Shopping Gracher, pela passagem de dez anos do estabelecimento.



