Um grupo de socorristas de Brusque está se movimentando para criar a Associação de Socorristas de Santa Catarina. A intenção é unir os quase 30 mil profissionais existentes atualmente no estado e prestar serviço voluntariamente.
O projeto está em fase de elaboração. O número mínimo de pessoas para fundar a entidade, com formação de estatuto exigido pela legislação, também caminha a passos rápidos para a concretização.
“A ideia inicial é multiplicar os conhecimentos sobre primeiros socorros para a população. Primeiramente a de Brusque e, depois, para o restante de Santa Catarina”, comenta o bombeiro militar e instrutor de primeiros socorros, Ademir Dalavare.
A ideia surgiu em uma das turmas que ele ministra curso. Promover palestras em escolas, empresas, trabalhar voluntariamente em eventos públicos constam entre as ações.
“Brusque é uma cidade muito festiva, tem muitas festas nos finais de semana. Montar essa associação e, num futuro bem próximo, adquirir uma ambulância, por exemplo, e prestar esse serviço gratuitamente nesses eventos. Fazer a prevenção, usando esses socorristas que hoje estão formados”, pontua ele.
Somente em Brusque há em torno de 300 profissionais desta área. No estado, segundo Dalavare, são mais 30 mil. São bombeiros militares, civis, comunitários, voluntários, brigadistas particulares e socorristas profissionais em empresas privadas. “A ideia é usar esses socorristas para prestar esses serviços gratuitamente para a comunidade. Usar a boa vontade dessas pessoas para serem multiplicadores nas suas comunidades”.
Um exemplo prático da importância desse profissional, segundo o bombeiro, pode ser conferido nos Estados Unidos. Lá, segundo ele, crianças aprendem nas escolas a executar tarefas com um aparelho desfibrilador, que serve para reanimação em casos de parada cardíaca. A maioria possui o equipamento pendurado na parede, justamente para que qualquer um possa utilizar em casos de emergência. Treinamento este que poderá ser feito nas unidades escolares daqui justamente pelos socorristas.
“É uma ideia que vemos discutindo há anos e agora, há pouco tempo, que amadurecemos essa ideia. Vamos colocar no papel e dar o pontapé inicial”, frisa Dalavare.




