(VÍDEO) Setor de eventos: 40% já desistiram da atividade

O setor de eventos tem se sentido marginalizado pelos governantes em Santa Catarina. Situação provocada pela pandemia do Coronaviurs, cujos decretos estaduais proibiram os profissionais de atuar e afetaram, direta e indiretamente, mais de 133 mil deles desde o ano passado. Palavras do presidente da Associação Catarinense das Casas de Shows, Músicos e Similares (ACCAMUSC), Sandro Fortes.
Na manhã desta quinta-feira (6), ele concedeu entrevista ao vivo no programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade de Brusque (o vídeo está disponível no canal da emissora no Youtube). Durante cerca de 20 minutos, Fortes passou qual a situação atual do setor, que conseguiu uma vitória com a publicação do Decreto 1.267/2021, que autoriza o retorno de eventos de cunho social. Porém, Fortes afirma que, ao mesmo tempo em que o documento os libera, coloca restrições que impedem a atividade de ser retomada.
“Logramos êxito de ter esse protocolo liberado, o decreto liberando a atividade. Durante todas as negociações, havíamos alinhado tudo o que consta dentro do Decreto. Não é o momento de se fazer baile, de se dançar. Temos que entender que o momento é de cautela. Mas o problema é o governo, na hora de publicar, quando fomos pegos de surpresa pela Portaria, que liberava e ao mesmo tempo não nos deixava trabalhar”, pontuou ele.
A colocação diz respeito às inúmeras regras impostas na Portaria 455, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que normatiza a liberação os espaços para eventos. Para um setor que está parado há mais de 14 meses, o custo de montagem dos espaços para cumprir a determinação praticamente inviabiliza o retorno das atividades.
Segundo Sandro Fortes, todo setor de eventos foi prejudicado com a pandemia. Em torno de 40% dos que trabalhavam nesta área até o início da pandemia quebraram. No entanto, os proprietários de casas de shows é que estão amargando os maiores prejuízos. Isso se espalhou por todo o estado.
“A região Oeste sofre mais com os proprietários de casas de shows. Que é o empreendedor que mais tem sentido os efeitos. O músico também sofre, donos de pubs e bares. Mas na grande maioria das casas noturnas amarga as consequências”.
O presidente da ACCAMUSC afirma que a pandemia trouxe uma única coisa boa até agora. O setor, ates totalmente desunido, resolveu se aproximar em torno da busca para sobreviver.
“Graças a deus essa pandemia nos ensinou muita coisa. Entre elas, o sentido de estar juntos. Representamos uma categoria sofrida, que vem se arrastando. Mas foi dentro desse sofrimento que vimos que o sentido de união nascer”, frisou.
Para que se chegasse ao Decreto deste mês, que libera os eventos com regras rigorosas, houve muita conversa e protestos. Tudo começou há um ano. O receio é de que a instabilidade política, com as trocas no comando do estado, prejudiquem o que se avançou até o momento.



