Cesta básica de Brusque ainda é das mais caras do país

Brusque continua com uma das cestas básicas mais caras do Brasil. A cidade perde apenas para quatro capitais, nesta ordem: São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis e Rio de Janeiro. Cidades grandes como Fortaleza, Recife, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília têm um custo menor do que Brusque.
E os preços não param de subir na cidade. A variação do que se gasta para comprar os itens básicos de alimentação para uma família de quatro pessoas caiu 0,59% no último mês. Os números foram divulgados pelo Diesse na tarde desta quinta-feira (6).
Alguns itens até que apresentaram queda considerável no preço, como foi o caso da farinha de trigo, que caiu mais de 8% em julho de 2015, e do café, com queda superior a 6%. Mesmo assim, na hora de fechar a conta, a cesta básica ainda registrou altas. Os itens que mais subiram foram o tomate (2,42%), o açúcar (2,08%), o arroz (2,07) e a manteiga, com o expressivo aumento de 4,66%. Esse movimento é bem diferente do que foi registrado pelo Dieese nas capitais, onde o tomate e a manteiga tiveram queda.
Tomando como base a cesta básica mais cara do país, a de São Paulo (R$ 395,83), o Dieese calcula quanto seria o salário mínimo ideal para que uma família de quatro pessoas tenha todas as suas necessidades básicas atendidas como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Para que um trabalhador tenha uma vida minimamente digna morando na capital paulista, é necessário que ele ganhe pelo menos R$ 3.325,37. Esse número é quatro vezes maior do que o salário mínimo atual, que é de R$ 788.
Em Brusque, o gasto mensal calculado para uma família de quatro pessoas somente com a cesta básica era de R$ 363,55 no mês de julho, o que corresponde a mais de 50% do salário mínimo líquido vigente no mesmo período. A carne é o que mais pesa nessa conta, representando quase 42% do valor total da cesta básica.


