Acors considera governo de SC traidor

Em nota oficial divulgada esta semana, a Associação de Oficiais Militares de Santa Catarina (Acors) considerou o Governo do Estado como traidor. O motivo de repúdio da nota diz respeito à Medida Provisória que altera o pagamento de benefícios na segurança pública e o decreto que altera escalas de serviço. A associação inclui oficiais bombeiros e policiais militares.
O coronel Fred Harry Schauffert, presidente da Acors, destacou na nota que os oficiais rebatem as informações do governo sobre o reajuste salarial que vem junto com a redução de benefícios, afirmando que o aumento é resultado de um parcelamento pactuado em 2013, quando foram feitas as negociações com a categoria, e acusa a mensagem passada pelo Estado de “falaciosa”, numa tentativa de “mover a opinião pública contra os militares estaduais”.
Ainda de acordo com a associação, a MP extrapola a sua finalidade que era de tratar apenas de banco de horas e escalas de serviço e busca modificar direitos estatutários históricos e até constitucionais de toda a classe. Na avaliação da associação, a maneira e o conteúdo da regulamentação de banco de horas e escalas de serviço trouxe insegurança jurídica, insatisfação, descontentamento, além do sentimento de traição e rompimento da palavra empenhada pelo governo por tudo aquilo que foi discutido e pactuado em 2013.
A Acors solicita que as medidas sejam revistas. Ontem (3), membros da Acors se reuniram com a Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol) para avaliar a MP. As duas entidades estão juntas pedindo que o governo desista da medida.


