O cafezinho da tarde que guarda muitas histórias

Há 12 anos, duas ou três mesas do Fuzon Lanches, tradicional lanchonete no coração da cidade, são cativas de um grupo de amigos que se reúne diariamente para um papinho no meio da tarde. Sem regras, estatutos ou obrigações, o único compromisso da turma é se encontrar. Encontros esses que podem ser uma mina para quem gosta de ouvir histórias porque ali, naquelas duas ou três mesas, está concentrada uma importante parcela da história de Brusque.
Não falamos exatamente de personalidades históricas, políticos, aqueles nomes famosos que tenham ou já tiveram poderes nas mãos. Ninguém ali manda prender nem manda soltar. Nenhum daqueles homens tem qualquer influência sobre decisões políticas, embora formulem suas opiniões sobre quem entra e quem sai, sobre quem cai e quem fica, sobre o que já fizeram de certo e de errado por Brusque.
São olhos que muito já viram, ouvidos que muito já ouviram, mãos que muito já fizeram pela construção desta cidade no dia a dia, trabalhando na fábrica, no comércio, sobrevivendo às enchentes, reconstruindo tudo, torcendo pelo futebol, participando das atividades sociais e fortalecendo laços de amizade que sobrevivem a toda e qualquer revolução tecnológica.
No dia em que Brusque comemora 155 anos, os aposentados Ulidor Karsten e José Leoni, integrantes do grupo que se encontra no Fuzon, lembram um pouco dessa história sob o olhar de quem assistiu a tudo do chão, do lado de fora dos palanques e hoje acompanha, pelo vidro da janela do Fuzon, as transformações dessa cidade que não para de crescer.
No topo da página você confere parte das lembranças que eles compartilham conosco.


