José Dirceu tem novo mandado de prisão

Acusado de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha, o ex-ministro José Dirceu está entre os suspeitos que foram presos na manhã desta segunda-feira (3) na 17a fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco em alusão ao termo usadao pelos envolvidos ao se referir às propinas que supostamente recebiam da Petrobras.
Dirceu é acusado de receber dinheiro da estatal não só para beneficiar o Partido dos Trabalhadores - como no caso do Mensalão do PT - mas, desta vez, também em benefício próprio. De acordo com o que apontaram os depoimentos colhidos pela Polícia Federal, a sua empresa teria recebido propina da Petrobras alegando que o dinheiro era, na verdade, fruto de consultorias que vinha prestando desde 2006.
O ex-ministro teria facilitado contratos entre empreiteiras e a Petrobras em troca de dinheiro, o que teria tido início a partir da nomeação de Renato Duque para o cargo de diretor de Serviços da Petrobras. Preso desde março deste ano, o depoimento de Duque era um dos mais esperados, já que ele aceitou o acordo com o Ministério Público Federal e fez a chamada delação premiada, que é quando a pessoa confessa a sua participação em um crime ou delito e, em troca de benefícios como a redução da sua pena, aceita contar tudo o que sabe sobre os outros envolvidos.
José Dirceu já cumpre pena de prisão domiciliar por ter sido considerado culpado de corrupção ativa no julgamento do mensalão. Agora, sua prisão é preventiva e o ex-ministro deve ser transferido de Brasília (DF), onde mora, para Curitiba (PR), onde estão todos os presos da Lava Jato.
O advogado de Dirceu alega que não há motivos para a prisão preventiva e está tentando evitar que ela ocorra. Segundo ele, seu cliente está colaborando com todas as investigações. Além dele, seu irmão, que é sócio da empresa de consutoria suspeita de esquema com a Petrobras, também foi preso, mas temporariamente.
Ao todo, a PF está cumprindo nesta segunda 40 mandados: três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva - que têm o objetivo de obrigar a pessoa a prestar depoimento.
Os mandados de prisão são:
Preventiva
José Dirceu de Oliveira e Silva - ex-ministro
Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura - lobista
Celso Araripe - ex-gerente da Petrobras
Temporária
Roberto Marques
Luiz Eduardo de Oliveira e Silva - irmão de José Dirceu e sócio na empresa de consultoria
Olavo Hourneaux de Moura Filho
Pablo Alejandro Kipersmit
Julio Cesar dos Santos
Com informações da Agência Brasil


