Um grupo de mães que têm os filhos no Centro de Educação Infantil (CEI) instalado no interior da FIP, no Bairro Santa Terezinha, em Brusque, se uniu para evitar o afastamento de uma das professoras. Ela teria sido tirada da sala de aula após ser acusada de puxar o cabelo de uma criança. A denúncia foi feita pela mãe da referida criança na semana passada.
Acontece que, segundo as outras mães, imagens de câmeras de monitoramento instaladas no interior da unidade comprovaram que a professora não cometeu a atitude. Elas reclamam que isso ocorreu na última terça-feira (29), mas a educadora ainda não retornou a dar aula. O receio é de que ela seja punida com afastamento definitivo de forma injusta.
No final de semana, diversas mães dos estudantes fizeram manifestações em redes sociais, questionando a situação e o porquê de a professora não ter ainda retornado à sala de aula, mesmo tendo sido comprovada sua inocência.
A Rádio Cidade recebeu cópia de um abaixo assinado feito pelas mães dos alunos na turma da professora. O documento seria encaminhado à Secretaria Municipal da Educação esta semana, pedindo que ela seja liberada para voltar a dar aulas.
A diretora de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, Monica Soares, confirmou o caso e o afastamento da professora após a denúncia. Porém, uma rápida investigação apurou que ela é inocente e as imagens das câmeras comprovam que não houve qualquer atitude agressiva por parte dela.
“Houve a denúncia de pessoas, que disseram que viram. A mãe fez a reclamação e nós registramos o caso de imediato”, aponta Mônica, afirmando que, com base em relatos e nas próprias imagens de câmeras, não foi encontrado nada que comprovasse a agressão cometida pela professora.
A diretora de Educação Infantil disse que a Secretaria de Educação conversou com a professora e propôs a ela ser remanejada para outra unidade de ensino. Segundo Mônica, até para preservar a integridade da servidora e evitar atritos foi proposto que ela desse aula em outro CEI. Isso porque a educadora atua como ACT (Admitida em Caráter Temporário) e o deslocamento da mesma para outra escola já estava no planejamento.
“No dia 23 de setembro retorna uma professora efetiva para lá. Automaticamente, essa professora ACT seria remanejada. Isso é um procedimento normal. Até para preservarmos a servidora enquanto se investiga e tudo mais, conversamos com ela e, em consenso, ela concordou em ser remanejada”, frisou Mônica.



