AmpeBr volta a defender local público para Centro Tecnológico

A construção do Centro de Inovação Tecnológica em Brusque vem sendo assunto de muita discussão entre entidades representativas da cidade. Uma das mais envolvidas é a Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr), que desde 2013 tem trabalhado para auxiliar na implantação do centro. A entidade da primeira reunião sobre o assunto em Florianópolis e desde então está envolvida com a questão, inclusive com a compra de um terreno doado ao Estado, com aprovação da Assembleia Legislativa, para abrigar a obra.
Recentemente, outras entidades representativas do município vêm buscando a instalação do centro em Brusque, entretanto em outro local, o que gerou um impasse para a continuidade do projeto.
O presidente da AmpeBr, Luiz Carlos Rosin, esclarece que a entidade defende que o Centro de Inovação Tecnológica seja construído em um terreno público, doado para o Governo do Estado e que tenha um comitê gestor formado por representantes do governo, das entidades e das universidades, garantindo o acesso de todos os cidadãos. “Queremos que todas as pessoas tenham acesso livre a esse centro. A partir do momento em que se faz o projeto em um terreno privado, dentro de uma entidade, poderá haver problemas futuros. O importante é que seja público para que todos possam ter acesso”, esclareceu.
Local público
A mesma opinião é compartilhada por representantes de outras unidades de ensino de Brusque, como a Uniasselvi/Assevim. De acordo com a diretora Graziele Beiler, o centro irá contribuir de forma significativa para o desenvolvimento da região, tanto para a cidade em si como para as instituições públicas e privadas.
“Sou de acordo que esse centro seja instalado em um local neutro, onde todos possam ter livre acesso, oportunidade de trabalhar e desenvolver pesquisas com estudantes, pessoas da comunidade, professores, doutores, enfim. Que seja em um local para oportunizar o acesso a todos, não dentro de uma unidade de ensino ou outra, mas em um espaço onde todos possam usufruir e contribuir para o desenvolvimento e a inovação”, frisa.
Para ela, Brusque tem muito a ganhar com o centro, que irá proporcionar o desenvolvimento de ideias e torná-las viáveis, gerando maiores índices de empregos, negócios e iniciação de pesquisas.
O gestor administrativo do Centro Universitário Cevisat/Uninter de Brusque, José Zancanaro, também é a favor da implantação do centro em local público. Para ele, Brusque hoje é um polo de ensino e nada melhor do que um projeto como esse para atender as demandas dos cursos que exigem cada vez mais tecnologia. “É de suma importância que esse centro seja instalado em Brusque, mas que seja em um terreno público, para que estudantes de todas as instituições de ensino possam ter acesso. Não somos contra A ou B, mas se for instalado em uma instituição de ensino, temos receio que no decorrer do tempo ele se torne exclusivo para essa instituição, o que dificultará o acesso de alunos e de outras entidades. O nosso entendimento é que todos possam ter acesso livremente e que atenda as necessidades de todo estudante de Brusque e região”, completou.


