Fiesc tenta evitar novo aumento da energia em SC

Mesmo sem aumento, Santa Catarina já tem uma média de custo de energia elétrica bem acima da nacional. De acordo com um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o valor do MW/h para a indústria no estado é de R$ 605,77 contra R$ 543,81 para o resto do país. Uma das maiores causas é a tributação, que também está entre as mais altas no Brasil. Enquanto os impostos sobre energia elétrica incidem em média 37% sobre o preço final da conta de luz em outros estados, aqui, esse percentual passa dos 43%.
Ainda assim, Santa Catarina fechou 2014 no topo da geração de empregos no país. Mas o gráfico que começou a demonstrar queda no primeiro semestre de 2015 e, até junho, mais de 9 mil vagas só na indústria de transformação foram fechadas em território catarinense, com queda de mais de 7% na produção e 10% nas vendas.
Consequências de novo aumento
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já comunicou que deverá anunciar um novo aumento na tarifa de energia elétrica a partir de agosto. Diante do atual quadro de retração econômica e de alto custo da energia elétrica para Santa Catarina, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, está se mobilizando a fim de evitar que o novo aumento chegue ao estado. Ofícios já foram enviados ao diretor da Aneel, Romeu Donizete Rufino, e ao presidente da Celesc, Cleverson Siewert.
Côrte lembrou a eles que a energia elétrica é um dos principais custos do setor industrial. O insumo já acumula uma alta superior a 40% no ano em Santa Catarina. Se a nova elevação entre 10% e 15% for confirmada, o setor será fortemente atingido. "Não comportamos um novo aumento no atual cenário. No curto prazo, a única forma de a indústria reduzir o consumo de energia é diminuindo a produção. Isso agravaria a situação que já é crítica e poderia estimular demissões. A indústria já vive um ano de queda na produção e nas vendas. Os níveis de emprego também estão perdendo força”, argumenta Côrte.
Medidas Emergenciais
A Fiesc defende a adoção de medidas emergenciais por parte da Aneel. Para amenizar o impacto da alta do dólar e dos encargos setoriais no orçamento da Celesc Distribuidora, a Fiesc propõe o aumento da cota de energia barata, proveniente de hidrelétricas, que a distribuidora catarinense pode comprar. Para isso, a Aneel teria que antecipar a redistribuição destas cotas com base no mercado faturado de cada distribuidora, prevista apenas para 2021.
Com informações da assessoria de imprensa da Fiesc.


