Brasileiro segue comprando e não pagando
O Serasa registrou crescimento de 8,2% da inadimplência (não-pagamento, até a data do vencimento, de um compromisso financeiro) em maio, na comparação com o mês anterior. A inadimplência com os bancos foi a principal responsável pela alta, contribuindo com 55% de toda a variação mensal (4,5 pontos percentuais).
Segundo economistas, a elevação dos juros e as medidas de restrição ao crédito para controle da inflação intensificaram a evolução da inadimplência do consumidor.
Ainda de acordo com os economistas, os gastos com presentes no Dia das Mães, com dívidas acima da capacidade de pagamento, agravaram a situação dos consumidores. Eles ressaltam ainda que o brasileiro continua se endividando, principalmente na aquisição de bens duráveis, que têm maior valor agregado, longos prazos de parcelamento e formas mais caras de crédito (rotativo do cartão de crédito e o cheque especial). O maior número de dias úteis em maio (22) também facilitou um registro superior da inadimplência.
A inadimplência do consumidor também apresentou crescimento nas comparações anual e acumulada. Na relação anual, o índice registrou variação de 21,7%. O indicador acumulado - janeiro a maio 2011x2010 - recuperou lentamente o fôlego do mês passado e apresentou alta de 20,6% (em abril o percentual foi 20,3%).
Com diferentes participações, todas as modalidades da inadimplência puxaram a alta do indicador. Em sua decomposição, além da principal contribuição das dívidas com os bancos, a inadimplência não bancária (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) registrou alta de 5,1% em maio/11 (contribuição de 2,0 pontos percentuais na variação total).
Os cheques sem fundos (alta de 11,5%) e os títulos protestados (alta de 20,7%) colaboraram, respectivamente, com 1,3 p.p. e 0,3 p.p na variação do indicador agregado.



