Jones Bosio se diz perseguido e afirma que vai recorrer

Após a condenação por improbidade administrativa por fraude em licitação do Natal Luz de 2014, o ex-secretário regional de Desenvolvimento Regional de Brusque, Jones Bosio fala em perseguição. O político afirma que irá recorrer da decisão em primeira instância da juíza Iloanda Volkman, da Vara da Fazenda Pública e dos Registros Públicos da Comarca de Brusque, emitida nesta segunda-feira (19).
Além de Bosio, o ex-gerente regional de Cultura, Esporte e Turismo, Carlos Arnoldo Queluz também foi condenado na decisão. Conforme o ex-secretário, recursos também foram encaminhados para outras duas edições do evento, antes de 2014. Todas as programações foram sediadas no Santuário de Azambuja.
Na tentativa de comprovar a aplicação dos recursos, Bosio, afirma ter utilizado parte dos artistas, organizadores e representantes do templo como testemunhas, mas sem sucesso. Para ele, o repasse dos cerca de R$ 17 mil foram uma forma de ajuda à programação, que envolvia apresentações musicais e encenações artísticas.
“Quando eu sento aqui já, é uma perseguição muito grande em cima da minha pessoa, toda a semana parece que há um fato. Quando eu sento aqui, eu já sento condenado. Posso provar, mostrar, eles podem tocar ver, ler, entender, mas é mais fácil sempre me condenar”, desabafa e prossegue. “ Não tem o menor sentido. Até é ridículo ser condenado ser por ajudar a Igreja de Azambuja, um coral de pessoas idôneas, achar que eu fraudaria uma licitação de R$ 17 mil, sendo que em três anos consecutivos eu ajudei a igreja, só não ajudei em 2015 por que não estava mais no governo.”
Esperança na segunda instância
De acordo com Bosio, a decisão desta semana não representou um susto para sua e a tendência é que recorra. Na avaliação dele, uma análise colegiada pode ser mais favorável aos argumentos apresentados em sua defesa.
Apesar da expectativa com uma nova avaliação do caso e do histórico de outras análises colegiadas, ele fala em estragos á sua estrutura e vida política e familiar. Segundo ele, não houve fraude, mas vontade de ajudar a comunidade.
“Está claro que desde 2012 existe uma perseguição em cima do meu nome e isso não retiro nunca, do poder judiciário e de algumas pessoas que estão ao redor disso, que querem me denegrir, mas continuo na minha vida pública fazendo o partido crescer, ajudando minha cidade, ajudando as pessoas que é o mais me importa no momento. É por isso que estou na política, não para fraudar uma licitação de R$ 17 mil, que chega até ser ridículo isso”, finaliza.


