Moradores do Bairro Limoeiro ficaram no vácuo na noite desta segunda-feira (21) quando aguardavam representantes do governo do estado, mais precisamente do Departamento de Infraestrutura (Deinfra), para uma reunião sobre a obra de duplicação da rodovia Antonio Heil. Eles aguardavam respostas de promessas feitas em outro encontro, no mês de março, quando tanto o órgão quanto a empresa que executa o serviço, a Prósul, deram prazo de 45 dias para responder sobre pedidos de alterações no projeto. Já se passaram cinco meses e nada.
Na ocasião, o encontro foi com um grande número de pessoas no Salão Comunitário da Rua Sorocaba. O pleito: uma estrutura elevada sobre a rodovia naquele trecho, um acesso para saída da pista na altura do Parque Mineral, a retirada da mureta que divide as pistas em um trecho de dois quilômetros e uma passarela no acesso ao Planalto.
Na reunião desta segunda-feira, quem esteve presente foram alguns empresários do bairro. O reclame foi total por parte deles contra o governo. O deputado estadual Serafim Venzon, presente, sugeriu que quando a obra for finalizada que se repasse a responsabilidade da manutenção ao município de Brusque. Propôs a formação de uma comitiva para ir até o governo do estado e cobrar as respostas não dadas no encontro desta noite. A reação dos moradores foi imediata.
“O governo tem que vir aqui e não nós irmos lá”, disse um deles. O outro foi mais enfático quanto à execução da obra. “Fizeram isso aqui achando que era ‘um potreiro’. Esqueceram que aqui mora gente”.
O secretário executivo da ADR de Itajaí, Edson Periquito, se comprometeu a buscar a presença de representantes do Deinfra e da empresa para uma reunião na próxima semana.
“Creio que o caminho, agora, é trazê-los aqui com a garantia da presença deles e por um ponto final nessa história. Ou voa fazer ou não vão”, disse.
Periquito, o vice-prefeito de Brusque, Ari Vequi, que estava presente, e o deputado Venzon foram cobrados enfaticamente para resolver o problema, junto com o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni.
“Vocês que tem que resolver isso e não nós. Vocês foram eleitos pra correr atrás e não os moradores”, disse um dos presentes.
O presidente da Associação de Moradores do Limoeiro, Luiz Sérgio Tambosi, afirmou que a ausência do Deinfra e de representantes da empresa Prósul, que responde pela execução da obra, prejudicou a reunião. Mas ele se mantém otimista.
“Temos uma comissão de umas 20 que vai se reunir amanhã (terça-feira) à noite e decidir o que vai fazer”, pontuou. Segundo ele, o convite para a presença de representantes do Deinfra foi protocolado no dia 8 de agosto e, na tarde desta segunda-feira, o órgão informou que desconhecia a reunião.


