Presença do prefeito esquenta sessão do Legislativo

A presença do prefeito Matias Kohler (PP) na sessão da Câmara de Vereadores de Guabiruba desta terça (14) esquentou os discursos. Na semana anterior, a oposição não economizou nas críticas em relação às medidas tomadas pela prefeitura a fim de enxugar a folha de pagamento. Uma delas foi a demissão de quase 20 servidores aposentados. Também na semana passada, o Executivo guabirubense enviou um projeto para instituir o banco de horas, já que as horas extras foram cortadas, mas a demanda pelos serviços na adminsitração municipal não diminuiu. O projeto foi retirado da pauta. O prefeito apresentou números para comprovar a necessidade dos ajustes que têm sido feitos, principalmente pela queda na arrecadação ao mesmo tempo em que a população de Guabiruba aumenta.
Os oposicionistas não se convenceram com o discurso do prefeito e foram ainda mais duros com as críticas. Nilton Rogério Kohler (DEM) comentou sobre os números pesquisados por ele no Portal da Transparência e que demonstram que Guabiruba não teve queda na arrecadação. Segundo ele, o quadro permanece estável e o que há é falta de planejamento por parte da prefeitura. Além disso, ele afirmou ainda que concorda que ajustes precisam ser feitos, mas que discorda da forma como os servidores foram dispensados, por telefone e sem diálogo com o sidicato da categoria.
Jaime Nuss (PMDB) concordou com o colega e disse que é obrigação do prefeito se organizar para não prejudicar os trabalhadores. Para Nuss, a quantia que será economizada com as demissões - algo próximo de R$ 60 mil por mês - é irrisória e outra saída deveria ter sido analisada para ajustar as contas da prefeitura. Além disso, o vereador apontou que a oposição está fazendo um estudo e deverá apresentar nas próximas sessões, números que comprovam gastos excessivos e desnecessários, porém, não apontou quais gastos seriam esses. Segundo ele, tudo deverá ser detalhado nas próximas semanas.
O prefeito se disse tranquilo e afirmou que esse é o papel da oposição. "Se algo está errado, que bom que vai ser apontado para que possamos corigir. Essa é a verdadeira função de um vereador", apontou.
Waldemiro Dalbosco (PP) apresentou outro olhar sobre todas essas questões e convidou os colegas a deixarem a política partidária de lado para uma discussão político-administrativa. Para ele, a matemática é muito simples: a Lei de Responsabilidade Fiscal determina que o município comprometa somente 51% da sua arrecadação com folha de pagamento. "A prefeitura pode parar todas as obras e ter R$ 10 milhões em caixa que não resolve. A administração municipal sempre estará atrelada à arrecadação. Proponho que, ao invés de atacarmos uns aos outros, unamos todas as forças em busca da melhor saída", completou.



