A proposta do governo da Bahia de fornecer incentivos fiscais para empresas de Brusque se instalarem ou fazerem investimentos naquele estado teve repercussão na Câmara de Vereadores de Brusque. Uma moção elaborada por Jean Pirola (PP), um dos articuladores para que o grupo viesse a Santa Catarina tratar do assunto, foi o motivo de um embate entre ele e o petista José Isaias Vechi.
Na moção, Pirola sugeria agradecimento ao vice-governador da Bahia, João Leão (PP), que liderou a comitiva, pela visita a Brusque no último final de semana. Ocasião em que expôs a empresários da cidade a proposta de incentivos. Para Vechi, a ação vai prejudicar o município, pois tende a fazer com que empresas sejam atraídas para aquela região, deixando muitas pessoas desempregadas.
“Sou contra. Desde a hora que transferimos qualquer empresa para outro estado, outro município vai gerar desemprego. Como representante da classe trabalhadora nesse momento não poderia deixar de fazer o meu repúdio”, frisou ele.
O presidente do Legislativo contesta o petista. Para Jean Pirola, Vechi se deixou levar excessivamente pela ideologia que defende, de sindicalista, e não compreendeu a fundo a intenção da ação capitaneada pelo governo baiano.
“Foi infeliz essa colocação. Isso não existe, não tem nada a ver com isso. A ideia do vice-governador foi vir buscar conhecimento sobre a tecnologia do nosso setor têxtil. Porque ele tem a matéria prima, que é o algodão lá na região de Barreiros. Ele deixou bem claro isso. Veio buscar parceiros”, argumentou Pirola.
UPA 24 horas
Também na sessão desta terça-feira, a vereadora Patricia Pickoz Freitas (PT) voltou a falar sobre a não continuidade da obra da Unidade de Pronto Atendimento em Saúde, a UPA 24 Horas. Ela deveria ser instalada no Bairro Santa Terezinha, mas o governo interino de Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD) decidiu pela não continuidade e devolveu o recurso ao governo federal.
Patricia disse que há duas semanas a cidade foi surpreendida por uma campanha chamada Pacto por Brusque, que cita compromissos com a saúde de Brusque e, na contramão disso, o fato de o governo interino decidir não abrir a UPA 24 horas. “Por mais que nossos hospitais prestem um excelente serviço, precisamos avançar. O fechamento da UPA não pode ser considerado como um pacto pela saúde”, disse ela, frisando que se não há preocupação do governo com a saúde, então não há com nenhum setor vital à população.
Valmir Ludvig (PT) reforçou as críticas e disse que o mais grave é a desconstrução no sentido de não permitir a participação das pessoas, com as decisões sendo tomadas dentro de gabinetes. “Penso que isso que deveria de continuar. Independente de quem está no governo, a sociedade precisa se apropriar disso, que a sociedade deve ser a protagonista”.
O vereador Celso Emydio da Silva (PSD) afirmou reconhecer avanços que houve na saúde. Porém, para ele, três meses é um período curto para se avaliar melhorias. “Das três ambulâncias só uma estava funcionando. As outras estavam quebradas. As dificuldades existem de todos os lados”, retrucou.
A sessão destaterça-feira deu fim aos trabalhos do Legislativo no primeiro semestre deste ano. Os vereadores entram em recesso e retomam as atividades em plenário no dia 11 de agosto.
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