Inventou sequestro para esconder traição
A mulher que disse ter sido seqüestrada no final de semana passada cometeu uma denunciação caluniosa. A policia Civil de Brusque descobriu a falsa comunicação de crime depois de uma semana de investigações, segundo o delegado Alex Bonfin Reis.
De acordo com o delegado Alex Bonfim Reis, as investigações apontaram que ela tentou esconder do marido uma traição e fez a denunciação caluniosa. E mais, ainda segundo o delegado, ela acusou uma terceira pessoa, inocente, de tê-la sequestrada.
"A mulher não lesou somente uma pessoa em particular, mas também prejudicou todos aqueles que necessitam do apoio da Policia Civil. Embora tenhamos pouca estrutura nós trabalhamos sérios e tentamos atender da melhor forma todas as pessoas que procuram os nossos serviços e cada vez que chega uma denúncia grave como essa que surgiu, nós nos mobilizamos. E essa pessoa prestou um verdadeiro desfavor à comunidade, prejudicando a policia. Assim deixamos de atender quem na verdade precisaria. Isso é falta de caráter", destacou o delegado.
A Policia Civil de Brusque começou a investigar o caso depois que a mulher prestou depoimento relatando que havia sido seqüestrada na sexta-feira, dia 27 de maio, quando saia de um supermercado na rua Tiradentes. Depois que fechou o estabelecimento, a mulher desapareceu. O marido, preocupado, registrou um boletim de desaparecimento, temendo o pior.
No domingo (29), ela ligou para ele dizendo que havia sido seqüestrada, mas não foi pedido nenhum tipo de resgate. No meio da conversa da primeira ligação, o telefonema foi interrompido, mas os familiares conseguiram identificar a chamada, que partiu de Balneário Camboriú.
Mais tarde, ela voltou a ligar e pediu para que fossem buscá-la em uma estrada de terra que liga Camboriú a Brusque. O carro, segundo a mulher, havia sido levado pelos criminosos.
Depois dos depoimentos, os agentes da Policia Civil começaram desconfiar por não ter havido pedido de resgate, violência e nem saques em caixa eletrônico, o que é comum na maioria dos casos de seqüestro relâmpago. Além disso, o carro foi encontrado no dia seguinte, abandonado.
"Durante as investigações, foi encontrado um comprovante de débito de um hotel que fica em Itajaí. Nós entramos em contato com o hotel e foi verificado que essa mulher estava desde a sexta-feira com um companheiro e na saída ela viu na internet a noticia do desaparecimento seu feito no site da Rádio Cidade. A mulher entrou em desespero, abandonou o carro em Camboriú e elaborou toda essa historia", explicou o delgado Alex.
A pena prevista para esse tipo de crime, denunciação caluniosa, prevista no artigo 339 do Código Penal, é de dois a 8 anos de reclusão.
Colaboração: Valdomiro da Motta



