Cesta básica em Brusque tem variação de 1,10%

O valor do conjunto de bens alimentícios básicos diminuiu em 15 das 18 cidades onde o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza a pesquisa da cesta básica de alimentos. No mês de junho em Brusque, a variação fechou em 1,10%, tendo um custo de R$ 365,70.
Considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em junho de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.299,66, ou 4,19 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. Em 12 meses, entre julho de 2014 e junho último, as 18 cidades acumularam alta no preço da cesta. Nos seis primeiros meses de 2015, todas as cidades apresentaram variações entre 7,18%, e 19,49%.
No mês passado, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 96 horas e 07 minutos, cerca de três horas a menos do que em maio, quando a jornada era de 98 horas e 44 minutos. Em junho de 2014, a jornada exigida era de 96 horas.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em junho deste ano, 47,49% dos vencimentos para adquirir os mesmos produtos que, em maio, demandavam 48,78%.
Em junho de 2014, o comprometimento do salário mínimo líquido com a compra da cesta equivalia a 47,43%. Neste ano, os produtos que tiveram predominância de alta nos preços foram a carne bovina, leite, pão francês, batata e manteiga. Já o valor médio do feijão e do tomate apresentou retração. No ranking nacional, Brusque ocupa a 6ª posição, a frente de Curitiba, capital do Paraná, que está em 7ª. Florianópolis está na 2ª posição, ficando atrás apenas de São Paulo que em junho ficou como a cidade com o valor da cesta básica mais alto do País, R$ 392,77.


