Auxiliado por servidores municipais e sob o olhar atento do presidente da Câmara Municipal, Jean Pirola, o vice-prefeito José Ari Vequi apresentou panorama dos trabalhos desenvolvidos pela gestão iniciada em 1º. de janeiro de 2017, na assembleia do Grupo de Proteção da Infância e Adolescência (GRUPIA), realizada das 9h às 11h25min de quinta-feira, 10/8, na sala da ACIBr.
Como proposto pelo mediador da assembleia, Paulo Vendelino Kons, o balanço foi realizado em cinco blocos: Assistência Social, Educação, Mobilidade Urbana e Obras Públicas, Saúde e Outras Áreas.
Na sua fala inicial, Ari Vechi conclamou os brusquenses a se unirem em torno da cidade, deixando as divergências político-partidárias para o período eleitoral. E criticou a divisão que permeia a sociedade brasileira entre 'nós e eles'. Declarou que “estamos trabalhando para melhorar a qualidade de vida do cidadão brusquense. Que a palavra é mais importante que qualquer documento, e que estamos cumprindo com os compromissos assumidos.” E agradeceu a parceria que disse existir com o Poder Legislativo “que aprovou por maioria, penso que absoluta, os projetos encaminhados pela nossa gestão”. Vequi solicitou que o presidente da Câmara, vereador Jean Pirola, interviesse durante a explanação.
Assistência Social
Abordou a reintegração de posse da ex-agência dos Correios e do trâmite junto a estatal, o Judiciário e a Igreja Luterana. Destacou que “existe albergue para os moradores de rua, e por enquanto, ainda nas dependências da Arena Multiuso”. Explicou que conversou pessoalmente com muitos moradores de rua, que “alguns aceitam a ajuda do poder público, mas muitos outros preferem permanecer nas ruas”. Questionado sobre o número atual de pessoas que moram nas ruas, Vequi respondeu que “hoje, Brusque conta com aproximadamente 22 moradores de rua, e mais alguns que migram de uma cidade para outra, com grande frequência”. O vice-prefeito informou que os convênios com o “Lar Sagrada Família, Cagerê, Charlotte, Lar Menino Deus, dentre outros, estão sendo mantidos pelo poder público”.
Educação
Vequi declarou que a Secretaria de Educação “é uma pasta que encontra-se com andamento normalizado, o ano letivo iniciou na data correta, houve um pequeno atraso na entrega dos uniformes, mas tudo foi resolvido, as crianças estão estudando e a merenda é adequada”. Garantiu que “Brusque está priorizando a educação de qualidade” e citou inaugurações realizadas na última Semana de Brusque.
Quanto a polêmica do transporte universitário, o vice-prefeito declarou ser “elevadíssimo custo anual com a manutenção de tal serviço para alunos que optam por faculdades de outras cidades, mesmo havendo cursos disponibilizados pela Unifebe, Uniasselvi e Faculdade São Luiz”. O advogado e vice-presidente do Conselho de Pastores de Brusque, Joel Domingues Pereira Filho, posicionou-se contrariamente ao fim do transporte dos acadêmicos do ensino superior. “O transporte deve ser disponibilizado pela Prefeitura, não apenas para todos os estudantes matriculados nas faculdades e universidades do nosso município, mas também para os estudantes que frequentam o ensino superior em outras cidades, independentemente se os estudantes frequentam graduação existente em Brusque”. E Joel Filho argumentou: “a oferta dos cursos de graduação disponíveis na nossa cidade, não suprem a demanda necessária”.
O pároco da Paróquia São Luís Gonzaga, padre Magnos José Baron Caneppele-SCJ, questionou o andamento das obras relacionadas a creche da comunidade Batêas, local onde a Prefeitura se utiliza das salas de catequese da comunidade São João Batista, que quer retomar o espaço para os serviços pastorais. O vice-prefeito disse que verificará a ação em curso para cumprir o que o prefeito Jonas Paegle prometeu àquela comunidade.
Saúde
“A Saúde é a pasta com mais problemas, mas isso não é culpa do secretário, nem dos servidores, é um problema nacional, regional e em Brusque não é diferente”, declarou Vequi. Disse que algumas ações foram realizadas, como o Mutirão, a Fila Zero e muito se evolui. “Existe grande preocupação por parte da administração pública, e se está verificando as possibilidades de melhorias”. Segundo o vice-prefeito, a novela da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Santa Terezinha “terá fim no próximo ano, com sua abertura, ao custo médio de 400 mil reais”. Vequi lamentou que ao lado da UPA, terá que continuar em funcionamento o Posto de Saúde, em espaço da Paróquia Santa Teresinha, gerando duplicipade de gastos. Também citou as possíveis repercussões no convênio com o Hospital Azambuja. A luta para a reabertura do Hospital Evangélico foi explicitada pelo vice-prefeito. Reclamou que “existem hoje muitos Postos de Saúde, inclusive alguns muito próximos um dos outros, e há escassez de profissionais para atender. Que não houve planejamento quando da construção.” Representante da Associação Empresarial de Brusque, Rita Cassia Conti manifestou interesse em propor a ACIBr uma campanha para divulgar os serviços oferecidos no Posto de Saúde, “diminuindo a demanda do Pronto Socorro do Hospital Azambuja”, explicou.
A dramática situação das pessoas que necessitam de medicação especial, que parou de ser distribuída em Brusque neste ano, foi tema de contundente manifestação do morador do bairro São Luiz, Eduardo de Souza. Outra cobrança foi a espera de mais de um ano para se conseguir a primeira consulta com um oftalmologista.
Mobilidade Urbana e Obras Públicas
Ari Vequi fez uma longa explanação sobre o processo de elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, com o apoio da Unifebe. Detalhou os trabalhos realizados em cada uma das margens do rio Itajaí-Mirim. Informou que na última quarta-feira foi lançado o edital para a conclusão do túnel da Nova Brasília.
A duplicação do trecho municipalizado da rodovia Antonio Heil será tema de uma audiência pública para a população ter conhecimento e poder discutir sobre o tema, “pois está assegurado o trecho 2 e 3, mas não o trecho 1.”
A ponte Arthur Schlösser será liberada “para tráfego leve no final deste mês e está sendo estudada a liberação também para o ônibus”. O vice-prefeito também afirmou tratar-se de “uma conquista do governo municipal junto ao governo federal, que a fundo perdido, via Defesa Civil, arcará com 100% do custo do conserto.”
Vequi falou também da derrubada da banca na praça Barão de Schneéburg e assegurou que o local e seu entorno será revitalizado, sem construções na praça”.
Dentre inúmeras obras que anunciou, a drenagem e recuperação da rua Padre Antônio Eising, uma antiga reivindicação do padre Alvino Milani em assembleias do GRUPIA.
Sobre o anel viário, que teve o seu trajeto delineado por técnicos do Ibplan, na gestão do diretor-presidente, engenheiro civil Alexandre Gevaerd, Vequi declarou que “o anel viário não funcionou, o projeto foi reprovado.” O advogado Joel Filho questionou a manifestação de Ari Vequi, ao lembrar que a Câmara de Brusque “apenas vetou o financiamento e não o projeto em si”. O vice-prefeito explicou que o projeto custou 1,2 mihão de reais e que a prefeitura já pagou 500 mil reais.
A próxima assembleia do GRUPIA será no dia 14 de setembro, às 9h, na sala de reuniões da Associação Empresarial de Brusque.
Assessoria: Grupia


