Ciro Roza: “Tu não vais ver nunca eu junto com o Ari Vequi, pois o povo vai dizer: dois safados”

O ex-prefeito de Brusque, Ciro Marcial Roza (Pode), voltou a falar sobre sua desavença política com o atual prefeito, Ari Vequi (MDB). As colocações foram feitas durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, desta sexta-feira (9). Na ocasião, ele falou sobre o resultado da eleição do ano passado, obras não realizadas pelo atual governo e seu futuro político.
A frase que intitula esta reportagem foi usada por Roza para ilustrar onde não vai estar em futuras disputas eleitorais, pricipalmente nos palanques para a Presidência da República em 2022. O ex-prefeito disse que vai trabalhar para reeleger Jair Bolsonaro (sem partido). Ou seja, não estará ao lado de Paulo Eccel (PT) e do emedebista.
Roza e Vequi são desafetos políticos desde 2017, quando o ex-prefeito teve de deixar a Prefeitura a partir de ações judiciais. Roza havia sido substituído no pleito de 2016 por Jonas Paegle, tendo Vequi com vice, e, em 2017, havia assumido o cargo de chefe de gabinete.
Ciro Roza disse que tem participação direta na projeção política que ganhou Ari Vequi, vindo a se tornar prefeito em 2020. Tudo, segundo ele, teria começado ainda com conversas entre ele e o ex-governador Luzi Henrique da Silveira. “Busquei o nome do Ari Vequi. Não foi ele quem indicou, fui eu que busquei. Porque não restava outro (nome)”, disse.
As tratativas seriam no sentido de fazer com que o então PMDB voltasse a disputar eleições na cabeça de chapa, já que havia muitos anos que a legenda não ocupava tal espaço. O aceite de Ari Vequi com vice na chapa de 2016 seria um compromisso firmado ainda com LHS.
O ex-prefeito isenta duas figuras que estiveram diretamente ligadas ao atual prefeito nas duas últimas eleições de terem agido para prejudica-lo: Jonas Paegle e Luciano Hang. “A gente não tem bola de cristal. Mas posso dizer que tiramos o Ari do anonimato e ele se projetou. Ele não tinha projeto político nenhuma”, frisou.
Para Roza, Brusque dificilmente vai eleger um representante ano que vem, tanto as esferas estadual quanto federal. Isso por conta da quantidade de candidatos que devem se lançar ao pleito. Ele não confirma que vai tentar concorrer, mas também não descarta.
Assista trechos da entrevista no canal da Rádio Cidade no Youtube.


