O corregedor-geral da Câmara Municipal de Brusque, vereador Paulo Sestrem (PRP), arquivou as denúncias feitas contra o presidente da Casa, Jean Pirola (PP), por dois cidadão. Eles pediam que o Legislativo apurasse a conduta do pepista quanto a uma ligação interceptada pelo Ministério Público na investigação sobre suspeita de fraudes em licitações envolvendo a empresa Múltiplos.
Os dois alegavam que Pirola cometeu quebra de decoro parlamentar. Ele menciona a gravação do MP em que o vereador conversa com o empresário Cleverson Clemente, dono da Múltiplos, e intermedia encontro dele com o então prefeito Jose Luiz Cunha, o Boca.
Depois de analisar o pedido, o corregedor decidiu por não acatar a denúncia. Na sessão desta terça-feira (8), Pirola desabafou na tribuna e, evitando mencionar nome, acusou o grupo político ligado ao ex-presidente da Câmara, Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD), de estar por trás da ação.
“Um grupo político que perdeu duas vezes: uma aqui nesta casa e outra nas urnas, ficando em sexto lugar, mas parece que não aprendeu”, disse ele, frisando que tudo não passa de perseguição político partidária.
A Rádio Cidade não conseguiu conversar com o vereador Paulinho Sestrem para saber os motivos de não aceitar a denúncia como corregedor. Ele deixou a casa assim que a sessão terminou.



