Levado para a Delegacia de Polícia na manhã desta quarta-feira (2), Fernando Riceli Belotto confessou aos investigadores da DIC que ele foi o responsável pelo assassinato de Darlei Laureth Alves, o “Paraguaio”, encontrado morto no dia 18 de maio, no bairro Pomerânea, em Guabiruba (RELEMBRE A INFORMAÇÃO DA MANHÃ).
O delegado Alex Bonfim Reis confirmou a informação em coletiva à imprensa, inclusive com os detalhes de todo o caso. Paraguaio acabou morrendo por asfixia, já que ele foi diversas vezes agredido por Fernando, e acabou desmaiando. Logo depois, o então suspeito colocou o jovem em sacos de ração de peixe, o que acabou matando Darlei. O mesmo tipo de saco de ração para peixe foi encontrado na casa de Belotto.
Tudo começou com o furto de uma bicicleta por parte de Darlei, e a vítima do furto foi atrás dele para recuperar o objeto. Então a vítima, que nada tem a ver com o crime, ligou para Fernando e juntos foram atrás de Darlei. Encontrando ele em casa, o colocaram no carro e foram atrás da bicicleta, que foi encontrada com outra pessoa, no bairro São Pedro, com a vítima pagando R$ 100 para reaver a bicicleta.
Dali, a vítima do roubo voltou para casa, e Fernando seguiu com Darlei dentro do veículo, no trajeto que liga Guabiruba aos municípios de Gaspar e Blumenau. No interior do carro, Fernando agrediu diversas vezes Darlei, e próximo do local do crime, os dois saíram do carro e Fernando continuou agredindo a vítima, até que ele desmaiasse.
Sacos de ração para disfarçar
Com medo de ser vido por alguma pessoa, Fernando arrastou Darlei até onde o corpo foi encontrado, e sem saber se ele havia morrido ou não, resolveu cobrir o corpo com sacos de ração de peixe. O objetivo era de que ninguém reconhecesse aqueles sacos como o corpo de uma pessoa. Esses sacos podem ter causado a asfixia.
Fernando não tinha outras passagens pela polícia, apesar de ser apontado por diversas vezes como um traficante de médio a grande porte de Guabiruba. E isso foi confirmado com a apreensão de 3,5 kg de maconha na residência de Fernando no cumprimento dos mandados de busca domiciliar.
Desinteresse de testemunhas
A investigação teve muita atenção aos detalhes para que se chegasse à autoria do crime. O delegado também destacou que muitas testemunhas não colaboraram para a investigação, algumas demonstrando grande desinteresse, inclusive pessoas que sabiam dos fatos e não colaboraram.
O próprio delegado afirmou que não era o fato de Darlei ser dependente químico e praticar furtos pela região que sua vida valia menos. Independente de quem fosse, o fato precisava de uma resposta para não se tornar apenas uma estatística sem solução na região.




